arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Projectos

Intervenção Urbana "Fachada Habitada", Porto

José Pedro Sousa

Arquitectura: José Pedro Sousa, Luís de Sousa (concepção e coordenação geral), Diamantino Pinho, Luís Fernandes, Diogo Teixeira, Miguel Pereira, Hugo Reis, João Carreira, João Castelo Branco, Lourenço Barreto, Filipa Gagean
Colaboração: Frederico Roeber, Fernando Silva, José Vasconcelos, José Valente, Inês Barros, Joana Gagean, Leonor Afonso, Inês Palhinhas, Tiago Jesus, Adão Teles, Hugo Fernandes
Apoio Institucional: ESAP, Escola Superior Artística do Porto
Projecto multimédia: Elisabete Anastácio, Patrícia Campos, Sandra Teixeira
Local: Edifício da ESAP, Largo de São Domingos, Porto
Data: 28 de Março, 2009
Fotografia: Hélder Bento

No dia 28 de Março de 2009, por ocasião do período de celebração do 12º aniversário da elevação do Centro Histórico do Porto a Património Mundial, realizaram-se na cidade um conjunto diverso de festividades evocativas dessa data. Idealizado por um grupo de arquitectos e artistas, que vivem e trabalham na baixa do Porto, "Fachada Habitada" é um projecto de intervenção urbana que consiste numa acção dupla: uma instalação arquitectónica que cria uma "nova" fachada num edifício do centro histórico, e que serve de superfície para receber uma projecção de vídeo.
Recorrendo a um material leve e corrente - caixa de cartão - e ao uso de tecnologias digitais, projectou-se e materializou-se uma forma curva para a fachada do edifício da ESAP, que remete para outras possibilidades de intervenção arquitectónica nas zonas históricas, alternativas à tendência dominante de museificação do património. Tal como acontece noutras cidades europeias, a possibilidade de introduzir marcas de contemporaneidade é um factor decisivo para a revitalização e renovação dessas áreas urbanas particulares, adequando-as convenientemente às expectativas humanas dos tempos actuais.
Detectando a desertificação persistente dos edifícios do centro histórico da cidade, a projecção de vídeo sobre a superfície da nova fachada revela cenários de interior habitados por pessoas, que neles vivem e convivem. Aponta-se assim para a permanência e a fruição humana como elementos chave para o sucesso de recuperação de qualquer centro histórico. É preciso habitar as fachadas da baixa do Porto!

Set 2010