

Cumpriu-se, entre 21 de Outubro e 23 de Dezembro, no edifício dos Banhos de São Paulo, o programa curatorial de exposições e conferências GERAÇÃO Z #1 organizado pela revista arqa no âmbito do programa «Arquitectura em Revista» promovido pela Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos. O programa Geração Z iniciou-se no final de 2007, quando começámos a convidar práticas arquitectónicas emergentes a mostrar livremente o seu trabalho num caderno específico, integrado na revista arqa. Dando continuidade em novos moldes a essa primeira apresentação, foi pedido agora a 4 ateliers por nós seleccionados que mostrassem o seu trabalho, apropriando o espaço tridimensional da galeria de exposições da sede da Ordem dos Arquitectos, tal como antes o tinham feito bidimensionalmente com as páginas do caderno Geração Z. Neste primeiro ciclo GERAÇÃO Z #1 participaram 4 práticas emergentes, MOOV, Arquitectos Anónimos®, Kaputt! e AUZprojekt, divididos em duas sessões que integraram exposições e duas conferências-debate.
A 1ª sessão decorreu entre 21 de Outubro e 18 de Novembro com os ateliers MOOV e Arquitectos Anónimos®. As propostas expositivas revelaram dois posicionamentos diferenciados, os MOOV apresentando mais a lógica de estruturação do atelier, os Arquitectos Anónimos® centrando-se mais no trabalho realizado propriamente dito. A proposta No Studio is an Island dos MOOV compreendeu um programa informático, apropriado e manuseado pelos visitantes num estirador tradicional colocado no meio da galeria, que apresentava numa parede-ecrã todo o trabalho do atelier lisboeta atravessado pela vasta estrutura de colaborações que o permitiu. Num ambiente interactivo, os visitantes podiam descobrir e explorar cronologicamente os trabalhos realizados, sempre cruzados com as colaborações mais pontuais ou continuadas de outros ateliers, artistas ou agentes culturais, estruturadas no programa como percursos paralelos com contactos específicos com o percurso do atelier. Em suma, No Studio is an Island apresentou essencialmente uma rede estruturada de trabalho, com múltiplos contactos, conexões e derivações. Com grande clareza e simplicidade, os MOOV mostraram que as grandes mutações nas práticas arquitectónicas emergentes podem estar mais dirigidas a uma concepção aberta e participada ao projecto, responsável não só pelo distanciamento em relação a uma autoria individual mas pela grande abrangência das propostas, desde o projecto arquitectónico à instalação artística, passando pela intervenção social.
Por outro lado, o atelier Arquitectos Anónimos® apresentou um conjunto de painéis, próximos da estrutura antes elaborada para o caderno incluído na revista arqa. Cingindo-se à bidimensionalidade, a instalação destes arquitectos portuenses aproveitou de forma minimal o espaço expositivo através da ocupação de uma única parede da galeria. Os painéis de impressão de alta qualidade formaram um conjunto único que procurou apresentar os projectos mais significativos do atelier. Neste sentido, os Arquitectos Anónimos® pretenderam acima de tudo apresentar de forma clara e directa a diversidade do seu trabalho, recorrendo ao potencial da relação entre imagem e texto.
Jan 2010

> A exposição Carrilho da Graça: Lisboa, patente na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém, não se assume como uma antológica, mas como a mostra de uma abordagem…
Dez 2015

A internacionalização da arquitetura portuguesa é um facto indesmentível. Mesmo que aquém em termos de obras efetivamente construídas lá fora, os arquitetos portugueses gozam de uma reputação invejável no…
Out 2015