

Catarina Botelho (Lisboa, 1981) expõe regularmente desde 2005 e representa uma nova geração de criadores que tem desenvolvido um percurso artístico muito interessante no campo da fotografia (ou do fotográfico). Em 2007, foi artista nomeada do Prémio BES Revelação e, realiza desde 2001, séries de imagens centradas
no registo de pessoas e de objectos que espelham a simplicidade e a "intensidade tranquila" dos momentos de vida quotidianos.
arq|a: O seu trabalho tende a registar situações do domínio do quotidiano, aspectos simples da intimidade, da esfera privada e actividades essenciais da vida, como dormir, comer. São fotografias que mostram figuras, pessoas, ambientes e objectos que configuram experiências e percepções sobre o dia-a-dia. É esta a base da sua obra? Há alguma razão especial que explique esse seu interesse?
Catarina Botelho: Sim, talvez seja esse tempo das actividades essenciais, o tempo e a presença dos corpos, o estar em relação com os outros, com os espaços e objectos. A Lynn Cohen, com quem tive algumas aulas, dizia qualquer coisa como: "ser artista, criar, é passar a vida a tentar agarrar uma coisa que continuamente nos escapa, e por isso continuamos a fazê-lo". Identifico-me bastante com esta ideia.
Dez 2009

Pilar Blat, por Paqual Gomes Fez-se construir entre duas montanhas, num vale, um vasto jardim, o mais bonito e o maior que se podia ver. Podiam encontrar-se uma variedade de…
Nov 2020

O trabalho de Guadalupe Valdes caracteriza-se por articular o objeto encontrado e a paisagem pictórica e, assim, responder pelos processos do mundo natural, do ser humano e da sua memória.…
Jul 2020