
Num futuro próximo, este fim de século como será lembrado? O fim da história corresponde à sua ausência, enquanto situação declarada de competição entre nações. A história existe, porque é feroz a relação humana e a história não se fazem de outras razões, do que estas que têm de ser travadas e alimentadas. É no caldo do caos e da reconciliação, que se tem alimentado o progresso, na ascensão e queda das ideologias, nas sociedades perfeitas invisíveis que os tiranos erguem e não sustêm. O regresso da história traz o fim dos sonhos imperfeitos da ausência de competição entre as nações. Estas querem fazer história e heróis. E o mundo que agora se agrega num campeonato de 6 equipas - EUA, Europa, China, Rússia, Índia e Brasil, vai necessariamente atrair novos candidatos, Irão, Angola, Paquistão. E a velha Europa está velha, cansada e consumida, dividida e desgastada, nas suas lutas eternas e na arrogância de que o mundo continua a precisar dela. Que condescendentes somos. Que inocentes.
Este ensaio tem um curto prazo, mas antecipa a necessidade de mudanças a acontecer. Esta paz podre tem os dias contados, porque 20 anos sobre a Queda do Muro é, num mundo rápido da sociedade de informação, uma eternidade. Aguardemos, mas não teremos muito que esperar. E estaremos nós atentos? A História ultrapassa-nos, rápida.
Set 2009

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