O betão, que os Romanos já conseguiam eficazmente exportar pelo seu Mundo, é armado na revolução industrial pelo tempero do aço, e explode no século XX, primeiro após a I Guerra Mundial (quando toda madeira tinha ardido e toda a pedra estraçalhada) de uma maneira ainda inusitada no Movimento Moderno e de expansão avassaladora, após a II Guerra Mundial, por toda a destruição causada e na globalização do Estilo Internacional. O Brasil libertou-se da cultura europeia de construir, com o advento de toda a possibilidade do betão armado e também aqui, pode haver dois tempos na sua afirmação com a plenipotencialidade agrícola do interior a alimentar as fortunas da cidade, vivendo-se climas de euforia urbana. As dinâmicas sociais criavam novos hábitos e garantiam a velhas práticas uma dimensão mais anímica. A cidade era o palco de sistemas de relações determinantes para a nova cultura arquitectónica. E foi o primeiro território de aventura por Le Corbusier, por Lúcio Costa, Luís Nunes e outros, para além dos infortúnios do clima que não era complacente com uma construção importada, que não se ajustava aos problemas específicos. Esta Novela Bufa é de facto uma aventura no imenso território do Brasil. Porque a segunda parte da história é heróica e gloriosa, em Brasília, no Rio de Janeiro, pelos anteriores progressistas e por Niemeyer, o Brasil projectou-se na capacidade de fazer vingar essa imagem, proveniente do Brutalismo, mas revigorada na elegância da forma a que ansiosamente ambicionava. Foi de facto Ufana, isto é, teve um orgulho desmedido na sociedade, que entre o modus vivendi próprio do Brasil, com a frustração da ditadura militar (não por acaso foi esta a fomentadora de Brasília, por ter assim uma capital à prova de revoltas e insurreições).
No Brasil, o concreto foi capaz de produzir a síntese da engenharia e da plasticidade formal, e, exprimir a beleza imanada do contemporâneo.
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