O Renascimento, enquanto fim da actividade corporativa do gótico, como sistema medieval, enunciou o início da capacidade da afirmação do autor e da vontade de afirmação da ideia enquanto possibilidade de concretização de um ideal artístico. O período Renascimento / Maneirismo veio consolidar a vertente efectiva da obra de autor - Palladio, Alberti, Vasari, consolidam a grande revolução da arquitectura que o Renascimento quis anunciar na reavaliação potencial do legado da grande universal do império Romano, essa grande entidade que entendeu claramente as potencialidades e exigências da linguagem em globalização. Se Roma tinha tido a primeira globalização, o renascimento entendeu que na sua segunda globalização, necessitava de recriar uma capacidade de explanação; e opera uma revolução, transportando os valores identificados com a produção da obra de arte para a construção, reduzindo e clarificando as conotações clássicas e trabalha novidades de rebocos e tintas em vez de pedra.
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