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CASA DA ARQUITECTURA REABRE PORTAS COM DUAS NOVAS EXPOSIÇÕES

Após um longo período de encerramento, a Casa da Arquitectura (CA) espera reabrir as suas portas em breve para a inauguração de duas novas exposições, “Arquigrafias. Guido Guidi e Álvaro Siza” e “Radar Veneza: Arquitetos Portugueses na Bienal 1975-2021”, a 17 de abril e a 8 de maio, respetivamente.

“Arquigrafias. Guido Guidi e Álvaro Siza”, a exposição do fotógrafo italiano Guido Guidi sobre as obras do arquiteto Álvaro Siza, com curadoria de Paula Pinto e Joaquim Moreno, abrirá portas na Galeria da Casa a 17 de abril próximo (na eventualidade de tal não ser possível, devido ao confinamento, abrirá ao público quando for determinada a reabertura das instituições culturais).

Sinopse exposição Arquigrafias. Guido Guidi e Álvaro Siza

O diálogo entre a fotografia de Guido Guidi e a arquitetura de Álvaro Siza constitui um encontro entre duas figuras singulares nos respetivos campos de trabalho. Retrato e reflexo, estas imagens são simultaneamente um tributo ao arquiteto Álvaro Siza Vieira e uma oportunidade para dar atenção às relações que a sua obra estabelece com a luz, com os corpos e o passar do tempo. (Paula Pinto e Joaquim Moreno)

Após a grande exposição monográfica “Souto de Moura – Memória, Projectos, Obras” (que teve 33 918 visitantes e 4071 participações no Programa Paralelo), a Nave Central da Casa da Arquitectura dá lugar, a 8 de maio, à mostra “Radar Veneza: Arquitetos Portugueses na Bienal 1975-2021”, com curadoria de Joaquim Moreno e Alexandra Areia, que, tal como o nome indica, propõe uma viagem reflexiva sobre a participação portuguesa ao longo dos seus 45 anos de existência. Recorde-se que a Direção-Geral das Artes depositou na CA o acervo das representações portuguesas na Bienal de Arquitetura de Veneza e é sobre esse espólio que a exposição é trabalhada, reunindo projetos de alguns dos nomes mais considerados na Arquitetura portuguesa.

Radar Veneza: os Arquitetos Portugueses e a Bienal 1975-2021 - O radar é uma arma invisível que torna as coisas visíveis porque converte objetos ou inimigos que não querem ser vistos ou sequer medidos em transmissores involuntários e compulsivos. Friedrich Kittler (1999). Como o ciclo histórico da democracia portuguesa que observa, também este mecanismo promove a transparência das posições e dos vetores de movimento dos arquitetos portugueses, registando-os de forma autónoma através dos seus ecos involuntários. A televisão para lá do horizonte português deste radar, o contra-campo aportugueses, complementa o campo das representações nacionais que constitui o núcleo documental original que a DGArtes depositou na Casa da Arquitectura. Constrói-se assim um duplo eco: por um lado o eco das transformações da Bienal de Veneza e da atenção que está dá aos arquitetos portugueses e por outros o eco dos mecanismos de representação que Portugal ativa para se fazer representar, que começaram para uns em 2002 e para outros em 2004, e de toda a complexa narrativa do que aconteceu antes e ao redor destas representações. Excertos do texto curatorial de Joaquim Moreno e Alexandra Areia.

Mar 2021