arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Edições

por: Victor Neves

Edição 140

[IN] COMPUTAÇÃO [IN] COMPUTING

Índice

(IN)COMPUTAÇÃO
(IN)COMPUTING
A computação, tem escancarado um universo ilimitado das capacidades expressivas do projetoseja ele qual for- enquanto representação da ideia e reflexo do pensamento.
Combinando os avanços significativos da informática no nosso século, as ferramentas de software e hardware, a inteligência artificial, a realidade virtual, a robótica, que de uma forma outra utilizamos na produção do projeto, permitem hoje as mais profundas explorações no processo criativo e nas diferentes possibilidades da sua execução e conclusão. Mas tem isso reflexo na melhor produção da arquitetura e de outras artes como o design, ou as artes visuais?
Refutando os assombrosos meios tecnológicos que hoje temos ao nosso alcance para produzir o
espetáculo de coisas “inovadoras” existe uma outra via -aquela que encara a computação como um manancial que permite, serenamente, descobrir e explorar novos métodos construtivos mais económicos, a resolução do desafio ambiental e novos processos de criar e de pensar, em diferentes escalas, desde a pequena casa urbana, até à escala da cidade desordenada e dos equipamentos públicos. E ainda refletir sobre a inteligência das” máquinas”
Os projetos apresentados nesta edição da arqa partem todos de uma matriz de modelação tridimensional, a partir da manipulação virtual da realidade. A preocupação de testar a otimização da realidade a construir, de colmatar as falhas da abstração dos tradicionais processos de desenho, e de - tentação última- simular o resultado final, faz com que se recorra à computação e este processo informa no imediato as crescentes possibilidades da conjugação entre o homem e o mundo digital, artificial.
Computing has opened up an unlimited universe on the expressive capacities of the project - whatever it may be - as an idea representation and reflection of the thought.
Combining the significant advances in computing in our century, software and hardware tools, artificial intelligence, virtual reality, robotics, which we otherwise use in the production of the project, allow today the most profound explorations in the creative process and in the different possibilities of its execution and conclusion. But is this reflected in a better production of architecture and other arts such as design, or the visual arts?
Refuting the amazing technological means that we now have at our fingertips to produce the spectacle of “innovative” things, there is another way - one that sees computing as a source that allows, calmly, to discover and explore new, more economical construction methods, the resolution of environmental challenge and new processes of creating and thinking, at different scales, from the small urban house to the scale of the disordered city and public facilities. And still gives us room to reflect on the intelligence of the “machines”.
The projects presented in this edition of arqa start from a three-dimensional modeling matrix, based on the virtual manipulation of reality. The concern to test the optimization of the reality to be built, to fill in the flaws in the abstraction of traditional drawing processes, and - the last temptation – to simulate the final result, lead us to the computing and this process immediately informs us about the growing possibilities of the conjugation between man and the digital, artificial world.

 (…)

Mar 2021

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