arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

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por: Arq|a

#137

[NON] URBAN

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NON-URBANO NON/URBAN

A cidade contemporânea, constrói-se a partir da assimilação e integração das periferias. No contexto de uma trans-urbanidade que, aparentemente, já não distingue o que é urbano do que é rural, e que já não consegue distinguir os limites físicos do que é ordenado ou desordenado, onde afloram conceitos de hibridização do território como sub-urbano, peri-urbano ou rur-urbano e onde vários continentes sofrem uma intensa colonização do seu território com vastas bolsas construídas sem ordenamento programado, onde a pressão demográfica é sensível , a arquitectura tem conseguido e sabido mover-se.

Para os arquitetos são territórios híbrido ,mistos e flutuantes que suscitam o imaginário na procura de novas abordagens capazes de processarem a invenção. O desenho destes territórios, profundamente contraditórios, enquanto territórios abertos á especulação projetual,  passa cada vez mais por um exercício de idealizações cada vez mais plural, incapaz de prescindir de processos criativos eminentemente singulares e pessoais.

The contemporary city is built with the assimilation and integration of the peripheries. In the context of a trans-urbanity that, apparently, no longer distinguishes what is urban from what is rural, and which is no longer able to distinguish the physical limits from what is ordered or disordered, where emerge concepts of hybridization of the territory – such as sub-urban , peri-urban or rur-urban- and where several continents suffer an intense colonization of their territory with vast built areas without a planned order, where the demographic pressure is sensitive, architecture has managed to insinuate itself.

For architects, they are hybrid, mixed and floating territories that raise the imagination in the search for new approaches capable of processing the invention. The design of these territories, which are deeply contradictory, as territories open to project speculation,  involves an exercise of increasingly plural idealizations, unable to dispense eminently unique and personal creative processes.

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Mar 2020

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Dez 2019

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Atualmente, a cultura aparece ligada a programas funcionais da arquitetura contemporânea, que antes pouco ou nada tinham a ver com cultura. As adegas com roteiro cultural, os hotéis com espaços culturais, os mercados com espaços de cultura, de arqueologia, os cafés que passaram cafés/livraria são disso exemplo. mas, não só. Hoje em dia uma escola, um centro de convecções ou uma igreja podem também alojar atividades culturais. A arquitetura passou a adotar programas que vão ALÉm De, PArA ALÉm De, no que respeita às suas funções mais imediatas. são programas que ultrapassam os modelos habituais, prevalecentes dos equipamentos públicos típicos e que reivindicam um papel cultural. são programas trANs que podem ser também iNtrA que, em alguns casos, coincidem com uma certa renovação de linguagens e de gerações de arquitetos. e das cidades. O desenvolvimento e aumento dos espaços urbanos pressupõe o surgimento de novas instituições e, consequentemente, de novos atores, os quais contribuem de forma redundante para a diversidade de experiências que os espaços urbanos concentram. A promoção urbana cria novas imagens culturais, para serem vendidas num mercado cada vez mais global, ao mesmo tempo que promove rearranjos espaciais para readequá-las às novas necessidades locais. A utilização da cultura como ferramenta do planeamento estratégico e do marketing urbano recorre a edifícios culturais ícones para iniciar processos de promoção e renovação. A arquitetura com valências culturais, pela forma como ocupa e utiliza o espaço, é um agente transformador da cidade. Nowadays, culture appears attached to functional programs of contemporary architecture, which previously had little or nothing to do with culture. Wine cellars with cultural itinerary, hotels with cultural spaces, markets with cultural or archeology spaces, cafes that have passed cafes / bookstore are all examples. But not only: today a school, a convention center or a church can also host cultural activities. Architecture has adopted programs that go BEYOND, in terms of its most immediate functions. These are programs that go beyond the usual models, prevalent in typical public facilities claim a cultural role. These are TRANS programs that may also be INTRA, which in some cases coincide with a certain renewal of languages and generations of architects. And with the renewal of the cities, as well. The development and increase of urban spaces presupposes the emergence of new institutions and consequently new actors, which contribute in a redundant way to the diversity of experiences that urban spaces concentrate. Urban promotion creates new cultural images to be sold in an increasingly global marketplace, while promoting spatial rearrangements to readjust them to new local needs. Using culture as a tool for strategic planning and urban marketing uses iconic cultural buildings to initiate promotion and renovation processes. The architecture with cultural valences, is a transforming agent of the city through the way it occupies and uses the space.

Set 2019

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