
Por: VICTOR MESTRE ARQUITETO (ESBAL, 1981). MESTRE EM REABILITAÇÃO DO PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO E PAISAGÍSTICO, SOB ORIENTAÇÃO DO ARQTº. FERNANDO TÁVORA (UNIVERSIDADE DE ÉVORA, 1997). DIPLOMA DE ESTUDOS AVANÇADOS EM TEORIA E PRÁTICA DA REABILITAÇÃO URBANA E ARQUITETÓNICA, SOB ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR VICTOR PÉRES ESCOLANO (UNIVERSIDADE DE SEVILHA, 2005). DOUTOR EM PATRIMÓNIOS DE INFLUÊNCIA PORTUGUESA, SOB ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR DR. WALTER ROSSA (UNIVERSIDADE DE COIMBRA, 2018). ARQUITETO DA DIREÇÃO REGIONAL DE MONUMENTOS DE LISBOA (1994-2000) E DIRETOR DO GABINETE DE SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO DA DIREÇÃO GERAL DE EDIFÍCIOS E MONUMENTOS NACIONAIS (2000-2003).
A entrevista com João Álvaro Rocha em 9 de Julho de 2014 surgiu enquanto oportunidade de uma conversa na sua casa de que aqui destaco dois temas: a casa do pós-guerra, a partir do Inquérito à Arquitectura Popular em Portugal1 enquanto expressão crítica e de resposta ao modernismo em Portugal, e a via tecnológica que despertou uma espécie de neomodernismo consagrado nos anos oitenta do séc. XX como vanguarda radical alternativa ao neoplasticismo siziano. Estabeleci, deste modo, um enquadramento temático temporal que dispensava a tradicional entrevista focada nas obras autorais de referência e que, ao longo de três décadas, tive oportunidade de acompanhar. Esta profícua relação de amizade e de admiração pelo trabalho desenvolvido, iniciou-se no princípio da década de oitenta, ainda no escritório dos arquitectos Jorge Gigante e Francisco Melo, na companhia de José Gigante, duas gerações onde o rigor e a invenção tecnológica reflectia o ADN deste modo de fazer arquitectura. Mais tarde, no escritório da cidade da Maia, João Álvaro Rocha dar-lhe-á continuidade própria.Durante os anos oitenta e noventa, tive oportunidade de, com regularidade, visitar alguns escritórios do Porto, e assistir à consagração da Escola do Porto, reconhecendo as pequenas e subtis diferenças de certos percursos inscritos numa abrangente unidade disciplinar e prática profissional. Esta realidade contrariava a leitura exterior, simplista, de uma Escola totalmente homogénea fechada no neoplasticismo siziano ou no moderno-clássico de Távora. Nesse mesmo período, despontava subtilmente e sem estrondo a via miesiana, abrindo caminho à necessária renovação geracional. (...)
(…)Dez 2019

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