
Há pouco mais de um ano, a 25 de Maio de 2018, em plena Bienal de Arquitectura de Veneza, um grupo de mulheres arquitectas lia o manifesto “Voices of Women”. Impulsionado pela italiana Francesca Perani e pela estado-unidense Caroline James, exigia que os comportamentos discriminatórios, assediadores e as agressões no contexto da profissão fossem denunciados e considerados intoleráveis. Ainda que a palavra feminismo não surja apontada, a luta pela qual o texto se bate é coincidente com a luta feminista: não serem as mulheres, na vida e na profissão, consideradas seres de segunda e, por isso, sujeitas a uma multitude de silenciamentos, invisibilizações e agressões explícitas e implícitas. O texto chama à acção, através da necessidade de consciência como elemento fundamental para garantir igualdade e equidade, deixando presente outras questões que se cruzam com o sexo enquanto motor de discriminação – por exemplo, nacionalidade, orientação sexual e raça. Também outra palavra ausente e facto de discriminação merece ser chamada à discussão: classe. Parece-nos que esta, menos implícita no texto do que o feminismo, é factor incontornável para se compreenderem as múltiplas discriminações, com vital importância numa profissão tradicional e profundamente elitista como a arquitectura. (…)
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Jun 2019

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