arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Design

por: Carla Carbone

JOÃO BRUNO VIDEIRA: O PRAZER DE FAZER

Sem artes o “nosso descanso seria vazio e desinteressante, e o nosso trabalho apenas um fardo, mero desgaste do corpo e da mente”, disse-nos um dia William Morris, na sua primeira conferência, realizada em 1877, na “Trades Guild of Learning”, em Londres. As suas reflexões e preocupações, no discurso que proferiu,
refletiram preocupações que, lidas à luz dos nossos dias, se apresentam de uma atualidade sem precedentes, revelando que, sobre as condições do industrialismo, ainda há muito para fazer, alterar, amadurecer e mudar. William Morris, como sabemos, não era uma personalidade que se
apresentasse muito entusiasmada com o advento da máquina e com o modo como a mesma iria moldar as nossas tarefas e retirar o mais lúdico e criativo das nossas vidas. Ao longo do seu discurso Morris relembra, várias vezes, o crítico de arte John Ruskin (que fora seu mestre) e dá ênfase às suas palavras no que diz respeito à ideia, por ambos defendida, da importância de “proporcionar prazer ao nosso trabalho”. Morris referia-se às artes decorativas, ao ornamento, mas também ao “prazer de fazer”. (...)

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Mar 2019

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