
O trabalho de Miguel Arruda deambula entre um design que se pronuncia minimalista, de um legado industrialista, e um design que não se esquece da tradição e da iconografia que nos distingue, enquanto portugueses, dos demais. A contemporaneidade de Miguel Arruda vista à distância por quem não pertence ao nosso país, é bem portuguesa e evidencia ou elogia, uma certa forma de encarar o design, como espaço de preservação da nossa cultura, como sustentação do que é autóctone - aspeto mais valorizado nos últimos anos, no que à disciplina do design diz respeito, enquanto problemática universal. No fundo prende-se com um caminho de construção de uma identidade portuguesa, que já tem décadas de depuração e reflexão. (…)Sabe-se que um produto danificado é logo rejeitado pelo comprador. E é nesta visão que tudo o que seja associado à história, à emoção, ao que é individualizado, ao inesperado tem vindo a ser relegado para segundo plano e transformou o design no que um dia, em entrevista, Marcel Wanders terá dito: um design de estéril criatividade. (…)
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Set 2018

Catarina Carreiras, por Carla Carbone O MEU OBJETIVO É SEMPRE O DE ESTABELECER UM DIÁLOGO. O DESIGN NÃO É UM EXERCÍCIO SOBRE O BELO, E TAMBÉM NÃO É APENAS UM…
Nov 2020

Alguns livros parecem perdurar no tempo. Aparentam ter a utilidade de nos orientar, de nos fazer seguir um rumo, encontrar um foco, um objetivo. Pouco importa o tempo que passe,…
Jul 2020