Vigo, como outras dezenas de cidades portuárias europeias, enfrentou o triste destino de com o fim, ou o completo reestruturar, do comércio marítimo ver o abandono da orla, tão activa no período industrial e tão moribunda na sociedade pós-industrial.
Este foi o preço da exportação da actividade industrial para fora de Europa e que agora constitui um factor importante de agravamento da crise que se preconizava, mas em que não se queria acreditar no decorrer a sociedade abundante a que a Europa se entregou, baseada no turismo e serviços. Deste modo, Vigo abandonava o mar que tanto lhe proporcionou e de novo se reinventava sobre um passado extinto. E reinventou-se numa extensão considerável de 2,5 km sobre um trabalho eficaz e metódico de Guillermo Consuegra, em 10 anos de trabalho aprovado pela municipalidade e pela comunidade. E as intervenções revelam, evidentemente, a vontade de abrir o mar a Vigo, de modo a que a partilha seja plena, não se escondendo atrás de artificialidades urbanas que quase de algum modo erguem barreiras invisíveis. E a delicadeza da intervenção abrange equipamentos públicos a mobiliário singelo e singular.
Um exemplo ibérico, de facto.
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