arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Crítica

por: Jorge Sousa Santos

Gone for Now

A Reabilitação da Personagem do Arquiteto

“Because of where and when I grew up, it never occurred to me until later in life that there are people who don’t believe in progress, or who don’t view human history as an ever upward moving line in the graph, or who even have time to think about history let alone philosophise on it.”
Douglas Coupland. “Growing Up Utopian”, in Everyhere is Anywere in Anything is Everything, 2014

“I think architecture is gone. It’s a very interesting question whether it is gone forever or whether under certain circumstances, we can imagine that it will come back. In case, it is gone for now”
Rem Koolhaas. Paul S. Byard Memorial Lecture. Columbia University, 2009

A sala da Alfândega do Porto estava cheia nesse dia primaveril de 2001. Sentia-se uma tensão anormal, os ruídos coletivos da assistência eram precedidos por silêncios marcados, que coincidiam com a sua chegada, com os seus movimentos. O arquiteto Gonçalo Byrne encarregado de moderar o painel da conferência contou uma história que supostamente deveria ter intuitos de “ice-breaker”. A história era mais ou menos esta: Gonçalo Byrne tinha sido convidado para um “think tank” em Itália sobre o desenvolvimento urbano de uma cidade, da qual já não me recordo do nome, onde Rem Koolhaas era também um dos intervenientes. Depois de chegar com algum atraso Koolhaas pergunta se há planos para que o TGV passe nessa cidade. Os responsáveis italianos dizem que não. A resposta dele não se fez esperar: “então não estou aqui a fazer nada” e saiu. 

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Mai 2015

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