
Arquitetos fundadores atelier d'architecture autogérée (aaa), Co-Editores "Urban Act" e "Trans-Local-Act", Petrescu Professora Univ. Sheffield
arqa: Tendo em conta a vossa pesquisa no Atelier d'Architecture Autogérée em geral e no projeto R-Urban: resilience, commons, community em particular, em que sentido vos interessa especificamente o fenómeno das novas coletividades?
arqa: Perante a crise do modelo de desenvolvimento global, quais as possibilidades atuais da intervenção ativa, social e popular na cidade contemporânea?
arqa: No âmbito das mudanças nas sociedades contemporâneas, qual o papel do arquiteto na configuração do novo sentido coletivo?
CP + DP: R-Urban é um projeto iniciado pelo atelier d'architecture autogérée (aaa) com um enquadramento bottom-up para uma regeneração urbana resiliente. Depois de três anos de investigação, propusemos o projeto a vários municípios e associações de base em cidades e vilas. Concebemo-lo como uma estratégia participativa baseada em ciclos ecológicos locais que ativam os fluxos materiais (por exemplo, água, energia, resíduos e alimentos) e imateriais (competências locais, condições socioeconómicas e culturais, autoconstrução) entre campos chave de atividade que existem ou são implementados no tecido existente da cidade. O R-Urban começou em Colombes em 2011, uma cidade de subúrbio com 84000 habitantes perto de Paris, em parceria com o município local e um conjunto de organizações e envolvendo alguns residentes locais. Pretende-se que o projeto crie gradualmente uma rede à volta de três núcleos cívicos com funções urbanas complementares, juntando projetos emergentes de cidadãos. Esta estratégia bottom-up explora as possibilidades de aumentar a capacidade de resiliência urbana ao introduzir uma rede de instalações geridas pelos residentes. Colombes é uma típica cidade de subúrbio, com uma mistura de estados habitacionais individuais e sociais. O subúrbio é um tipo de território chave para o R-Urban: embora seja específico a uma conceção moderna da cidade, o subúrbio é hoje um dos territórios mais cruciais para o redesenvolvimento e regeneração no interesse da resiliência. Com a sua mistura de estados de habitação social e individual, Colombes combina todo o tipo de problemas suburbanos, como privação social e económica, crime juvenil, típico de subúrbios dormitório de grande escala e do consumismo, estilo de vida dependente do carro, de subúrbios mais afluentes, geralmente com população de classe média. No entanto, Colombes também tem várias vantagens: apesar da sua alta taxa de desemprego (17% da força laboral, bem acima da média nacional de 10.2 % em 2012), Colombes tem muitas organizações locais (aproximadamente 450) e uma vida cívica ativa. O projeto, reforçado por esta atividade cívica e pela diversidade cultural e social de Colombes, começou por lançar várias instalações coletivas, incluindo projetos de reciclagem e ecoconstrução, habitação cooperativa e unidades agrícolas urbanas, que trabalham em conjunto para montar as primeiras agências espaciais e ecológicas da zona. A sua arquitetura mostra as várias questões a que se dirigem, como reciclagem de materiais locais, competências locais, produção energética e produção alimentar.
(…)Mai 2013

FLORIAN IDENBURG, ARQUITETO INTERNACIONAL COM MAIS DE DUAS DÉCADAS DEEXPERIÊNCIA, É UM DOS FUNDADORES DO ATELIER SO-IL, EM NOVA IORQUE. TEM UMPERCURSO PROFISSIONAL MUITO LIGADO A ESPAÇOS INSTITUCIONAIS, TENDO LIDERADOPROJETOS…
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