

The paradox of Modernism is that in spite of its human ideology and the attention it pays to man as the measure of all things and to place as the source of harmony, it invariably ends up, when people are given the opportunity for democratic choice, coming second to pseudo-Classical nonsense. And now, when Modernism is over and done with, the time has come for theoretical reflection on the question of what exactly it was, an aesthetically autonomous phenomenon or something that is of no interest to us as architecture?
Ruslan Muratov (Turquemenistão)
Esteve patente até final de Fevereiro passado a exposição Soviet Modernism 1955-1991: Unknown Stories, no Architekturzentrum Wien (AzW), o centro/museu de arquitetura de Viena de Áustria, situado no MQ - Museums Quartier, o quarteirão dos museus.
Esta exposição é o culminar de uma intensa pesquisa que partiu da ideia de que a arquitetura de Leste produzida no período modernista, na segunda metade do século XX, era desconhecida e até mesmo desprezada pelo mundo ocidental. Ao contrário da arquitetura Construtivista e Estalinista, que foi sendo reconhecida, estudada e documentada, na perspetiva ocidental, ao longo da história. A produção do Leste era considerada menor, desinteressante e vista sob o preconceito de ser muito pouco criativa, meramente utilitária e sem preocupações estéticas ou de estilo, tecnocrática e submissa às regras do regime.
Em 1992, Alexander Ryabushin no seu livro Landmarks of Soviet Architecture 1917-1991, referia que nos anos 60 parecia que a multiplicidade da forma tinha desaparecido para sempre da arquitetura soviética. Mas a vastidão deste antigo "império" guarda exemplos que sobressaem nessa uniformização e falta de identidade. Recentemente, a estética da arquitetura dos antigos estados socialistas e soviéticos (e a sua decadência) tem vindo a seduzir sobretudo fotógrafos, entre eles Frédéric Chaubin que lançou em 2011 o fascinante livro CCCP - Cosmic Communist Constructions Photographed ou Armin Linke que, em colaboração com o arquiteto Srdjan Jovanovic Weiss, realizou o livro Socialist Architecture: The Vanishing Act, no início de 2012, um projeto de documentação do estado atual dessas obras cingido às 5 democracias que constituíram a Jugoslávia. Também o arquiteto e escritor soviético Felix Novikov e o arquiteto e crítico americano Vladimir Belogolovsky contribuíram para o estudo destas temáticas, com Soviet Modernism 1955-1985, uma compilação antológica baseada em fotografias e materiais de arquivo de publicações profissionais de arquitetura soviética, publicada em 2010.
A equipa do AzW percebeu esta lacuna na história da arquitetura mundial e em 2009 desencadeou uma análise mais exaustiva e compreensiva sobre o tema. Durante quase três anos, realizou uma pesquisa sobre edifícios de características modernistas em 14 das 15 repúblicas que formavam a URSS (excluindo assim a Rússia, que tem uma história já mais explorada).
Abr 2013

> A exposição Carrilho da Graça: Lisboa, patente na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém, não se assume como uma antológica, mas como a mostra de uma abordagem…
Dez 2015

A internacionalização da arquitetura portuguesa é um facto indesmentível. Mesmo que aquém em termos de obras efetivamente construídas lá fora, os arquitetos portugueses gozam de uma reputação invejável no…
Out 2015