arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Projectos

MVRDV

Pontes Pedonais, Leiria, Portugal

Arquitetura: MVRDV - Winy Maas, Jacob van Rijs, Nathalie de Vries com Stefan de Koning e Guillermo Reynes
Escritório associado: Afassociados, Goia, Portugal
Estrutura: Afassociados, Goia, Portugal
Data: 2003-2005
Texto: MVRDV
Fotografia: MVRDV

Este projeto consistiu em desenhar seis novas pontes pedestres, em Leira, Portugal: uma ponte parque infantil, uma ponte t(h)ree (árvore/tridente), uma ponte bar, uma ponte varanda, uma ponte piquenique e uma ponte sofá. Cada uma oferece um tipo diferente de utilização pública para os pedestres que as atravessam e para a área como um todo.

Helen & Hard

Edifícios de habitação Rundeskogen, Noruega

Arquitetura Helen & Hard AS [Stavanger, NO] (Siv Helene Stangeland, Reinhard Kropf, Njål Undheim, Ane Dahl, Randi Augenstein, Nadine Engberding) com dRMM (de Rijke Marsh Morgan Architects) [London, GB] (Alex de Rijke, Mirko Immendorfer, Jonas Lencer, Saskia Koopmann, Junko Yanagsawa, Satoshi Isono)
Arquitetura paisagista Helen & Hard AS / rum Arkitekter (DK)
Localização Nikkelveien 18,20 & 22 NO-4313 Sandnes
Cliente Kruse Eiendom AS / Otium AS
Gestão de projeto e construção Kruse Smith Entreprenør AS
Consultores de engenharia Dimensjon Rådgivning AS; Sig.Halvorsen AS; Energi og Miljø AS; Rønning Elektro AS; Sveco Norge AS; Siv Ing Albert Ølnes; GAIA Trondheim
Custos de construção 314 mill NOK (c/ impostos) – estimativa
Volume 43.750m3 (s/ parking)
Área 14.250m2 (s/ parking)
Data 2006-2013
Texto Helen & Hard AS
Fotografia dRMM, Alex de Rijke, Emile Ashley, Sindre Ellingsen, Njal Undheim

Rundeskogen é uma colina arborizada que liga três centros de cidade à costa oeste da Noruega. Casas unifamiliares e projetos habitacionais de pequena escala dominam esta região, criando um contexto que acentua a altura e volume excepcionais do projeto. A densidade e concentração do projeto foi concebido para manter a distância necessária de uma sepultura Viking, descoberta recentemente na mesma encosta. As três torres contêm 113 unidades, no total, que vão de 60m2 a 140m2, sendo que a torre mais alta alcança 15 pisos. O núcleo é construído em betão, enquanto que as zonas secundárias têm estrutura de madeira. Originalmente, as três torres foram concebidas como construções de madeira. Por vontade do cliente, de construir de uma forma mais convencional, esta solução foi substituída por um híbrido betão/madeira.

Atelier Bow-Wow

Casa Split Machiya, Shinjuku, Tóquio, Japão

Arquitetura Atelier Bow-Wow
Áreas 64,62 (terreno); 27,31 (implantação); 54,62 (total dos pisos)
Data 2010
Texto Atelier Bow-Wow
Fotografia Manuel Oka

A nova geração “Machiya” (moradias de cidade) está situada num terreno tipicamente longo e estreito, em Tóquio. A propriedade está acima do nível da rua. A casa é dividida em duas, uma parte é de três pisos a partir do nível da rua com um muro de contenção e a outra é de dois pisos, num nível mais elevado, com um pátio de terra no meio. Uma série de aberturas, no mesmo lugar, nas empenas com telhado, permite uma vista de trás para a frente, sobre a rua. O ângulo do telhado de duas águas, é definido pela linha limite de altura a norte. A repetição de vigas e pilares expostos introduz um ritmo subtil no espaço interior, paredes laterais baixas (parede norte-sul) com acabamento de estuque, folha de cobre e duas escadas, que são inseridas de modo a alterar a sequência. A casa de banho do lado da rua e a cozinha na parte de trás, juntas, completam a casa. O pátio é a parte central da circulação com vários tipos de plantas e árvores e um grande banco que liga as duas casas, tal como um corredor. A chaminé no telhado serve a ventilação gravitacional, mas também como torre de observação, ligando a casa à Torre de Tóquio. “Machiya”, em Kioto e em Kanazawa, tem um “Tsuboniwa”, um pequeno pátio onde o sol, o vento e as árvores são convidados a comportar-se à sua maneira própria. O pátio de “Split Machiya” espera receber não só esses comportamentos naturais, mas também, claramente, os comportamentos humanos. Esta nova “Machiya” não acaba com o fenómeno da subdivisão de terras nas áreas residenciais, mas pretende a excelência do espaço urbano, dentro do metabolismo do princípio do espaço urbano em Tóquio.

Coop Himmelb(l)au

Museu das Confluências, Lyon, França

Arquitetura Coop Himmelb(l)au - Wolf D. Prix & Partner ZT GmbH - Wolf D. Prix (projetista responsável / CEO); Markus Prossnigg (associado de projeto);Tom Wiscombe (arqº design); Mona Bayr, Angus Schoenberger (arqºs projetistas); Thomas Margaretha, Peter Grell (coordenação de projeto);
Equipa de projeto Viena C. Beccone, G. Bébié, L. Bürgi, W. Fiel, K. Hellat, R. Haranza, A. Jackson, G. Kolmayr, D. Kerbler, L. Kulnig, A. Mieling, M. Milioni, D. Moral, J. Schädler, A. Schöning, M. Schwary, M. Schwarz, O. Tessmann, D. Valdez, P. Vogt, M. Wings, C. Ziegler; Equipa de projeto Lyon P. Lhomme, F. Texier, P. Folliasson, E. Champenois, A. Gheorghe, N. Hiller, E. Iacono, P-Y. Six;
Arquitetos locais Patriarche & Co, Chambéry/Lyon (projeto); Tabula Rasa, Lyon (execução); Chabanne & Partenaires, Lyon (gestão);
Fiscalização de obra Lyon Jean Pierre Debray;
Orçamentista Mazet & Associés, Paris; CUBIC, Jean Luc Minjard, Lyon;
Estruturas B+G Ingenieure, Bollinger und Grohmann GmbH, Frankfurt (projeto), Coyne et Bellier, Lyon (execução); VS_A, Lille (execução);
AVAC ITEE-Fluides, Arnas;
Consultores de segurança contra incêndios Cabinet Casso & Cie, Paris; Acústica Cabinet Lamoureux, Paris;
Consultores Media Cabinet Labeyrie, Paris;
Consultores Iluminação Lighting Har Hollands, Eindhoven;
Paisagismo EGIS aménagement, Lyon;
Cliente Département du Rhône, Lyon, representado por SERL, Lyon;
Área 9,300 m² (implantação); 20,975 m² (do lote);
Custo €3,980 / m² — total €185 Mio;
Datas 2001-2014;
Texto Coop Himmelb(l)au;
Fotografia Duccio Malagamba; Sergio Pirrone

Direto de um concurso internacional em 2001 para um Museu de História Natural em Lyon, o museu foi concebido como “meio para a transferência de conhecimento” e não como um showroom de produtos. O terreno do edifício do museu está localizado numa península, artificialmente prolongada já há 100 anos, na confluência dos rios Ródano e Saône. Embora fosse evidente que este seria um local complicado (estacas de 536 metros de comprimento tiveram que ser firmemente fixadas no solo), ficou claro que teria muita importância para o projeto urbano. O edifício devia servir como um farol sinalizador e entrada para os visitantes que se aproximam do Sul, bem como um ponto de partida para o desenvolvimento urbano.

Frank Gehry

Fundação Louis Vuitton, Bois de Boulogne, Paris, França

Arquitetura Gehry Partners;
Consultores Gehry Technologies;
Arquiteto executivo Studios Architecture;
Engenharia civil Setec Bâtiment;
Consultoria fachadas RFR/TESS;
Engenharia acústica LAMOUREUX;
Design de som (Auditório) Nagata Acoustics;
Paisagismo Atelier Lieux Et Paysages;
Instalações Setec Bâtiment;
Iluminação L’Observatoire International / Ingelux;
Teatro DUCKS SCENO;
Sustentabilidade S’PACE / / TERAO;
Manutenção do edifício TAW;
Construtor VINCI Construction;
Cliente Fondation Louis Vuitton - Bernard Arnault, Presidente;
Área 1ha (terreno); 11700.0 m²; Data 2006-2014;
Texto Gehry Partners;
Fotografia Iwan Baan; Gehry Partners

O projeto responde ao cenário do Jardin d’Acclimatation, evocando a tradição dos pavilhões de vidro dos jardins do século XIX, o papel do Jardin na memória cultural (especialmente a obra de Marcel Proust) e o desejo de criar um museu de arte contemporânea atraente e acolhedor para crianças e famílias que frequentam o Jardin. O edifício construído junto a um jardim de água, criado especialmente para o projeto, integra um conjunto de blocos brancos (conhecidos como “os icebergs”) revestidos de painéis de betão reforçado com fibras, rodeado por 12 grandes “velas” de vidro, apoiadas em vigas de madeira. As velas dão ao projeto da Fundação a sua transparência e sentido de movimento, permitindo que o edifício reflita a água, bosques e jardim, mudando continuamente com a luz. O hall de entrada no piso térreo serve como entrada do museu e do Jardin. Foi projetado como um espaço social ativo, com um restaurante e uma livraria. O espaço multifuncional ao lado do hall de entrada pode ser usado como auditório com capacidade para 350 pessoas, espaço expositivo ou local de eventos.

Peter Eisenman

Cidade da Cultura da Galiza, Santiago de Compostela, Espanha

Arquitetura Eisenman Architects, New York;
Arquiteto executivo Andrés Perea Ortega e Euroestudios Ingenieros de Consulta, S.L., Madrid;
Cliente Fundación Cidade da Cultura de Galicia;
Website www.cidadedacultura.es;
Área 150.000 m2;
Data 2000-;
Texto Eisenman Architects;
Fotografia Eisenman Architects

A Cidade da Cultura é um novo centro cultural para a província da Galiza, no noroeste de Espanha. O seu projeto evolui da sobreposição de três conjuntos de informação. Primeiro, o plano da rua do centro medieval de Santiago é sobreposto num mapa topográfico da encosta local (que tem vista para a cidade). Segundo, uma grelha Cartesiana moderna está colocada sobre estas vias medievais. E, em terceiro lugar, com o software de modelação em computador, a topografia da encosta permite distorcer as duas geometrias planas, gerando uma superfície topológica que reposiciona o velho e o novo, numa matriz simultânea nunca antes vista. O centro original de Santiago está de acordo com um tipo de urbanismo “figura/fundo” em que os edifícios são figurativos, ou sólidos, e as ruas são residuais, ou espaços vazios. Com esta operação de mapeamento, o projeto surge como uma superfície curva que não é nem figura, nem fundo, mas ambos: um solo figurado e uma figura figurada que substituem o urbanismo figura-fundo da cidade velha.

Zaha Hadid

Centro Heydar Aliyev, Baku, Azerbeijão

Arquitetura Zaha Hadid Architects;
Projeto Zaha Hadid e Patrik Schumacher com Saffet Kaya Bekiroglu;
Arquiteto projetista Saffet Kaya Bekiroglu;
Equipa de projeto Sara Sheikh Akbari, Shiqi Li, Phil Soo Kim, Marc Boles, Yelda Gin, Liat Muller, Deniz Manisali, Lillie Liu, Jose Lemos, Simone Fuchs, Jose Ramon Tramoyeres, Yu Du, Tahmina Parvin, Erhan Patat, Fadi Mansour, Jaime Bartolome, Josef Glas, Michael Grau, Deepti Zachariah, Ceyhun Baskin, Daniel Widrig; (menção especial para) Charles Walker;
Empreitada geral e arquitetura de apoio DiA Holding;
Consultores Tuncel Engineering, AKT (Estrutura); GMD Project (Mecânica); HB Engineering (Elétrica); Werner Sobek (Fachada); Etik Fire Consultancy (Segurança incêndios); Mezzo Stüdyo (Acústica); Enar Engineering (Geotecnia); Sigal (Infraestrutura); MBLD (Iluminação);
Cliente República do Azerbeijão;
Área 111.292 m2 (do lote);
Data 2007-2012;
Texto Saffet Kaya Bekiroglu;
Fotografia Hufton and Crow

Centro Heydar Aliyev
O urbanismo e a arquitetura de Baku, capital do Azerbaijão, situada na costa ocidental do Mar Cáspio, foram fortemente influenciados pelo planeamento da época em que a cidade estava integrada na antiga União Soviética. Desde a sua independência em 1991, o Azerbaijão tem investido fortemente na modernização e desenvolvimento das infraestrutura e arquitetura da cidade, partindo do legado normativo do Modernismo Soviético. Zaha Hadid Architects foi selecionado para projetar o Centro Heydar Aliyev, na sequência de um concurso em 2007. O Centro, projetado para se tornar o principal edifício a albergar os programas culturais do país, irrompe a partir da arquitetura soviética rígida e muitas vezes monumental, tão dominante em Baku, aspirando expressar a sensibilidade da cultura Azeri e o otimismo de uma nação que olha para o futuro .

OMA

Torres De Rotterdam, Roterdão, Holanda

Arquitetura OMA - Rem Koolhaas, Reinier de Graaf, Ellen van Loon (sócios responsáveis); Associado responsável Kees van Casteren;
Equipa 1997–2001 (50% SD) C. Beaumont, S. Bendiks, F. Blok, R. Cheoff, B. Karel Deuten, S. Goren, J. Guardetti, J. Holm, A. de Jong, A. Kurdahl, C. Ligtenberg, A. Little, N. Rosado, S. Simon, J. de Wachter, B. Wolff;
Equipa 2007–08 (50% SD – licença construção) C. Aquilina, E. Dietrich, A. Ernödi, M. Frank, J. Gamblin, C. Garcia-Fresco, A. de Jong, M. van de Kar, C. Michael, E. Mosquera, M. Parravicini, I. Pestellini Laparelli, R. Pulido, L. Sullivan, O. Turck, M. Villanueva, com Chun Chiu, D. Flemington, E. Kotsioris, S. Martinussen, N. Ogasahara, T. Petrides, B. Schelstraete, I. Schopa, K. Stockhaus, J. Viera Costa, L. Vigliero, J. Vuori, J-P Willemse;
Equipa 2009–13 (construção/interiores) M. van de Kar (associado), M. Boterman, C. Michael, com K. van Dijk, N. Gozdziak, S. Shu, S. Simon, T. Dirrix, E. de Haan, J. Qiu, P. Trodahl;
Interiores hotel (2013) S. Simon, M. Cogliani, C. Hennessey, Y. Hirose, A. Sadzevicius;
Estruturas Corsmit;
Consultor de estruturas na fase SD Arup, London;
Arquiteto executivo B+M, The Hague (construção);
Gestão de projeto DVP, The Hague (construção);
Empreiteiro Züblin, Stuttgart / Antwerp / Vlaardingen (construção);
Clientes De Rotterdam CV, The Hague (Joint venture MAB, The Hague / OVG, Rotterdam);
Área 162.000m2 (total pisos); 107m x 36m (3.852m2 - implantação);
Altura 150m;
Custos €340.000.000;
Datas 1997-2013;
Texto OMA;
Fotografia Ossip van Duivenbode; Charlie Koolhaas; Michel van de Kar; Philippe Ruault

De Rotterdam é concebida como uma cidade vertical: três torres interligadas de uso misto que acolhem escritórios, apartamentos, um hotel, instalações para conferências, lojas, restaurantes e cafés. O projeto teve início em 1997. A construção foi iniciada no final de 2009 e concluída em 2013. As torres são parte da remodelação em curso do antigo bairro portuário de Wilhelminapier, ao lado da Ponte Erasmus, e têm como objetivo restabelecer a intensa atividade urbana - comércio, transporte, lazer - antes familiar ao bairro. De Rotterdam tem o nome de um dos navios da Holland America Line, que partia de Wilhelminapier em décadas passadas, levando milhares de europeus que emigravam para os EUA. (...)

José Adrião

Reabilitação de Edifício na Rua dos Fanqueiros, Lisboa, Portugal

Arquitetura José Adrião (coordenação); Fase 1 Tiago Mota (chefe projeto), Luís Valente e Rui Didier; Fase 2 Carla Gonçalves (chefe projeto), João Matos, Margarida Lameiro, Ricardo Aboim Inglez, Rute Ribeiro e Sara Jardim
Localização Rua do Fanqueiros, 73-85, Lisboa
Cliente Privado
Estabilidade ARA – Alves Rodrigues Associados
Especialidades ACRIBIA Condições técnicas especiais Nunes – Medem
Empreiteiro geral Paviana Construções, Lda
Fiscalização Grese – Estudos, Projectos e Gestão de Obras; Ramalho Ortigão; Interseta – Arquitectura, Design e Gestão de Obra
Área 1.391,70 m2 (construção)
Data 2007-2011
Texto José Adrião Arquitectos
Fotografia FG + SG - Fotografia de Arquitectura (concluído); José Adrião Arquitectos (obra)

A intervenção teve como objetivo a adaptação e recuperação de um edifício Pombalino para uma unidade de apartamentos em regime de aluguer de curta duração. Situado no gaveto da Rua dos Fanqueiros com a Rua da Conceição, em plena Baixa de Lisboa, o edifício teve desde a sua construção no fim do século XVIII grandes alterações que modificaram profundamente o carácter original da maioria das suas frações. Como estratégia de projeto e de modo a minimizar custos, decidiu-se aceitar a condição heterogénea do edifício existente. Definiu-se a intervenção como uma nova adição em continuidade com a sua história incorporando as alterações de diferentes tempos, pondo de parte uma possível operação de restauro. As principais ações determinadas pelo projeto foram: a alteração da tipologia de dois para três apartamentos por piso, a introdução de um elevador, a substituição de todas as infraestruturas e a conservação de uma parte substancial dos seus elementos construtivos tais como os soalhos, os tetos em saia e camisa, as caixilharias de madeira, os azulejos do exterior e interior e as portas interiores. Os remates necessários e os “remendos” foram assumidos como tal.

Eduardo Souto de Moura

Edifício Residencial Cantareira, Porto, Portugal

Arquitetura: Eduardo Souto de Moura
Colaboradores: António Sérgio Koch, Manuel Vasconcelos, Tiago Figueiredo
Estrutura, Eletricidade, Instalações Mecânicas e Hidráulicas: Cogedir – Gestão de Projectos S.A.
Construtor: Norasil – Sociedade de Construção Civil, Sa
Localização: Rua do Passeio Alegre, 210
Cliente: Dr. Paulo Mendes
Área: 717m2 (construção); 293m2 (terreno)
Data: 2006-2013
Texto: Eduardo Souto de Moura
Fotografia: Luís Ferreira Alves

O edifício assume e salienta em todo o seu desenho exterior a habitual sobreposição dos diversos pisos que o compõem com uma estreita fresta em sombra desenhada por uma alheta entre lajes. A imagem de diferentes níveis sobrepostos uns sobre os outros é acentuada no alçado sul e nascente através de uma alternada e autónoma rotação dos 4 planos de fachada. De modo a não haver um plano contínuo a nascente (que funciona como alçado quer para o vizinho, quer para a rua) propomos uma rotação dos pisos provocando um movimento dos volumes que pensamos que anula a imagem rígida da “empena”. Esta rotação permite ainda usufruir interiormente de distintos pontos de vista no contacto com a paisagem. O desenvolvimento do edifício acompanha o ângulo que o lote descreve a nascente, “obrigando” à torção do corpo a norte, reforçando-se a separação do volume na diagonal pela abertura de um rasgo vertical na caixa de escadas a nascente.