arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Projectos

Zaha Hadid

Centro Heydar Aliyev, Baku, Azerbeijão

Arquitetura Zaha Hadid Architects;
Projeto Zaha Hadid e Patrik Schumacher com Saffet Kaya Bekiroglu;
Arquiteto projetista Saffet Kaya Bekiroglu;
Equipa de projeto Sara Sheikh Akbari, Shiqi Li, Phil Soo Kim, Marc Boles, Yelda Gin, Liat Muller, Deniz Manisali, Lillie Liu, Jose Lemos, Simone Fuchs, Jose Ramon Tramoyeres, Yu Du, Tahmina Parvin, Erhan Patat, Fadi Mansour, Jaime Bartolome, Josef Glas, Michael Grau, Deepti Zachariah, Ceyhun Baskin, Daniel Widrig; (menção especial para) Charles Walker;
Empreitada geral e arquitetura de apoio DiA Holding;
Consultores Tuncel Engineering, AKT (Estrutura); GMD Project (Mecânica); HB Engineering (Elétrica); Werner Sobek (Fachada); Etik Fire Consultancy (Segurança incêndios); Mezzo Stüdyo (Acústica); Enar Engineering (Geotecnia); Sigal (Infraestrutura); MBLD (Iluminação);
Cliente República do Azerbeijão;
Área 111.292 m2 (do lote);
Data 2007-2012;
Texto Saffet Kaya Bekiroglu;
Fotografia Hufton and Crow

Centro Heydar Aliyev
O urbanismo e a arquitetura de Baku, capital do Azerbaijão, situada na costa ocidental do Mar Cáspio, foram fortemente influenciados pelo planeamento da época em que a cidade estava integrada na antiga União Soviética. Desde a sua independência em 1991, o Azerbaijão tem investido fortemente na modernização e desenvolvimento das infraestrutura e arquitetura da cidade, partindo do legado normativo do Modernismo Soviético. Zaha Hadid Architects foi selecionado para projetar o Centro Heydar Aliyev, na sequência de um concurso em 2007. O Centro, projetado para se tornar o principal edifício a albergar os programas culturais do país, irrompe a partir da arquitetura soviética rígida e muitas vezes monumental, tão dominante em Baku, aspirando expressar a sensibilidade da cultura Azeri e o otimismo de uma nação que olha para o futuro .

OMA

Torres De Rotterdam, Roterdão, Holanda

Arquitetura OMA - Rem Koolhaas, Reinier de Graaf, Ellen van Loon (sócios responsáveis); Associado responsável Kees van Casteren;
Equipa 1997–2001 (50% SD) C. Beaumont, S. Bendiks, F. Blok, R. Cheoff, B. Karel Deuten, S. Goren, J. Guardetti, J. Holm, A. de Jong, A. Kurdahl, C. Ligtenberg, A. Little, N. Rosado, S. Simon, J. de Wachter, B. Wolff;
Equipa 2007–08 (50% SD – licença construção) C. Aquilina, E. Dietrich, A. Ernödi, M. Frank, J. Gamblin, C. Garcia-Fresco, A. de Jong, M. van de Kar, C. Michael, E. Mosquera, M. Parravicini, I. Pestellini Laparelli, R. Pulido, L. Sullivan, O. Turck, M. Villanueva, com Chun Chiu, D. Flemington, E. Kotsioris, S. Martinussen, N. Ogasahara, T. Petrides, B. Schelstraete, I. Schopa, K. Stockhaus, J. Viera Costa, L. Vigliero, J. Vuori, J-P Willemse;
Equipa 2009–13 (construção/interiores) M. van de Kar (associado), M. Boterman, C. Michael, com K. van Dijk, N. Gozdziak, S. Shu, S. Simon, T. Dirrix, E. de Haan, J. Qiu, P. Trodahl;
Interiores hotel (2013) S. Simon, M. Cogliani, C. Hennessey, Y. Hirose, A. Sadzevicius;
Estruturas Corsmit;
Consultor de estruturas na fase SD Arup, London;
Arquiteto executivo B+M, The Hague (construção);
Gestão de projeto DVP, The Hague (construção);
Empreiteiro Züblin, Stuttgart / Antwerp / Vlaardingen (construção);
Clientes De Rotterdam CV, The Hague (Joint venture MAB, The Hague / OVG, Rotterdam);
Área 162.000m2 (total pisos); 107m x 36m (3.852m2 - implantação);
Altura 150m;
Custos €340.000.000;
Datas 1997-2013;
Texto OMA;
Fotografia Ossip van Duivenbode; Charlie Koolhaas; Michel van de Kar; Philippe Ruault

De Rotterdam é concebida como uma cidade vertical: três torres interligadas de uso misto que acolhem escritórios, apartamentos, um hotel, instalações para conferências, lojas, restaurantes e cafés. O projeto teve início em 1997. A construção foi iniciada no final de 2009 e concluída em 2013. As torres são parte da remodelação em curso do antigo bairro portuário de Wilhelminapier, ao lado da Ponte Erasmus, e têm como objetivo restabelecer a intensa atividade urbana - comércio, transporte, lazer - antes familiar ao bairro. De Rotterdam tem o nome de um dos navios da Holland America Line, que partia de Wilhelminapier em décadas passadas, levando milhares de europeus que emigravam para os EUA. (...)

José Adrião

Reabilitação de Edifício na Rua dos Fanqueiros, Lisboa, Portugal

Arquitetura José Adrião (coordenação); Fase 1 Tiago Mota (chefe projeto), Luís Valente e Rui Didier; Fase 2 Carla Gonçalves (chefe projeto), João Matos, Margarida Lameiro, Ricardo Aboim Inglez, Rute Ribeiro e Sara Jardim
Localização Rua do Fanqueiros, 73-85, Lisboa
Cliente Privado
Estabilidade ARA – Alves Rodrigues Associados
Especialidades ACRIBIA Condições técnicas especiais Nunes – Medem
Empreiteiro geral Paviana Construções, Lda
Fiscalização Grese – Estudos, Projectos e Gestão de Obras; Ramalho Ortigão; Interseta – Arquitectura, Design e Gestão de Obra
Área 1.391,70 m2 (construção)
Data 2007-2011
Texto José Adrião Arquitectos
Fotografia FG + SG - Fotografia de Arquitectura (concluído); José Adrião Arquitectos (obra)

A intervenção teve como objetivo a adaptação e recuperação de um edifício Pombalino para uma unidade de apartamentos em regime de aluguer de curta duração. Situado no gaveto da Rua dos Fanqueiros com a Rua da Conceição, em plena Baixa de Lisboa, o edifício teve desde a sua construção no fim do século XVIII grandes alterações que modificaram profundamente o carácter original da maioria das suas frações. Como estratégia de projeto e de modo a minimizar custos, decidiu-se aceitar a condição heterogénea do edifício existente. Definiu-se a intervenção como uma nova adição em continuidade com a sua história incorporando as alterações de diferentes tempos, pondo de parte uma possível operação de restauro. As principais ações determinadas pelo projeto foram: a alteração da tipologia de dois para três apartamentos por piso, a introdução de um elevador, a substituição de todas as infraestruturas e a conservação de uma parte substancial dos seus elementos construtivos tais como os soalhos, os tetos em saia e camisa, as caixilharias de madeira, os azulejos do exterior e interior e as portas interiores. Os remates necessários e os “remendos” foram assumidos como tal.

Eduardo Souto de Moura

Edifício Residencial Cantareira, Porto, Portugal

Arquitetura: Eduardo Souto de Moura
Colaboradores: António Sérgio Koch, Manuel Vasconcelos, Tiago Figueiredo
Estrutura, Eletricidade, Instalações Mecânicas e Hidráulicas: Cogedir – Gestão de Projectos S.A.
Construtor: Norasil – Sociedade de Construção Civil, Sa
Localização: Rua do Passeio Alegre, 210
Cliente: Dr. Paulo Mendes
Área: 717m2 (construção); 293m2 (terreno)
Data: 2006-2013
Texto: Eduardo Souto de Moura
Fotografia: Luís Ferreira Alves

O edifício assume e salienta em todo o seu desenho exterior a habitual sobreposição dos diversos pisos que o compõem com uma estreita fresta em sombra desenhada por uma alheta entre lajes. A imagem de diferentes níveis sobrepostos uns sobre os outros é acentuada no alçado sul e nascente através de uma alternada e autónoma rotação dos 4 planos de fachada. De modo a não haver um plano contínuo a nascente (que funciona como alçado quer para o vizinho, quer para a rua) propomos uma rotação dos pisos provocando um movimento dos volumes que pensamos que anula a imagem rígida da “empena”. Esta rotação permite ainda usufruir interiormente de distintos pontos de vista no contacto com a paisagem. O desenvolvimento do edifício acompanha o ângulo que o lote descreve a nascente, “obrigando” à torção do corpo a norte, reforçando-se a separação do volume na diagonal pela abertura de um rasgo vertical na caixa de escadas a nascente.

Gonçalo Byrne

Casas Lote 32 e 33, Vila Utopia, Carnaxide, Oeiras, Portugal

Arquitetura Gonçalo Byrne
Colaboração Telmo Cruz (coordenação), Joana Sarmento, Mariana Lucena, Rita Freitas, Miguel Pacheco, Rita Conde, Patrícia Caldeira, Sara Godinho, João Donas, João Gois, Eduardo Marvão, Roberto Sampaio, João Pedro Bicho, Mónica Mendonça, Nuno Pimenta, Joana Varela Correia
Dono de obra WISE - Investimentos Imobiliários, S.A.
Fundações e estruturas CENOR, Projectos de Engenharia, Lda. - António Rui Batista (coordenação), Filipe Feio (FTD)
Instalações elétricas e telecomunicações EACE - João Cristóvão (coordenação)
Instalações de segurança EACE - João Cristóvão (coordenação)
Sistemas de climatização EACE - João Caramelo (coordenação)
Instalações de águas e esgotos CENOR, Projectos de Engenharia, Lda. - José Manuel da Silva Graça (coordenação) Instalações de gás EACE - João Caramelo (coordenação)
Arquitetura paisagista F&C, Arquitectura Paisagista, Lda. - Filipa Cardoso de Meneses, Catarina Pacheco
Medições e orçamento Santos Moreira
Modelos tridimensionais G.B. Arquitectos
Área 2 x 450m2 Data 2005-2012 (lote 32); 2005-em curso (lote 33)
Texto Gonçalo Byrne Arquitectos
Fotografia Fernando Guerra FG + SG

Um dia cinzento de chuva.
Jorge e Palomar aguardam junto a um aparente volume de alumínio, onde se percebem subtis as variações do céu e as cores da vegetação em redor, quando um ligeiro ruído metálico lhes indica a abertura de uma porta. Ao atravessarem o limiar último do espaço público e entrarem na casa, depressa essa ideia se desvanece e o volume se desmultiplica em várias superfícies, que lhes falam de uma outra complexidade. O volume parece dissolver-se em pleno céu, rasgando dois espaços vazios verticais entre a cinta que descreve no ar e o verdadeiro volume da casa, sedimentado em três níveis transparentes sobrepostos. (...)

Foster + Partners

Aeroporto Internacional Queen Alia, Amã

Arquitetura Foster + Partners
Equipa de projeto Norman Foster, Mouzhan Majidi, David Nelson, Spencer de Grey, Luke Fox, Jonathan Parr, Huw Thomas, Darron Holder, Omar Al Omari, Carol Aoun, Stefanie Arnold, Sabah Ashiq, John Ball, Susanne Bellinghausen, Yazan Bilbeisi, Marina Cisneros, Coco Cugat, Sandra Debbas, Sophie Deheegher, Tessa Derry, Gunnar Dittrich, Laura Silva Dona, Piotr Ehrenhalt, Seif El Din, Tie Fan, Andres Flores, Juan Frigerio, Michael Gentz, Sebastian Gmelin, Marta Gonzalez, Maria de la Guardia, Christopher Gresham, Katrin Hass, Ellen Haukas, Richard Hawkins, Takehiko Iseki, Siri Stromme Johansen, Alicja Kiszczuk, Anna Kowal, Oxana Krause, Martin Lorger, Maher Matar, Katja Martini, Heather Moore, Asa Nilsson, Sang-kil Park, Michele Pecoraro, Anna Perity, Eduard Petriu, Bettina Richter, Tobias Schnur, Birgit Schoenbrodt, Jay Shah, Riko Sibbe, Niall Starling, Petr Stefek, Henry Suryo, Maria Szelmeczka, Christoph Vogl, William Walshe, Joyce Wang, Wiena Wang, Young Wei-Yang Chiu, Irene Wong, Katie Wu, David Yang, Zheng Yu
Clientes The Hashemite Kingdom of Jordan Ministry of Transport – Akram Abu Hamdan, Director General; Airport International Group P.S.C.; Joannou & Paraskevaides (Overseas) Ltd; J&P-AVAX S.A.
Arquitetos locais Maisam – Dar Al-Omran JV
Empreiteiro geral Joannou & Paraskevaides (Overseas) Ltd, J&P-AVAX S.A
Engenharia de estruturas Buro Happold
Estrutura e MEP Zuhair Fayez Partnership
Consultoria de Aeroporto NACO
Sistemas de aeroporto & BHS ADPi
Paisagismo e civil Dar Al-Handasah
Medidor orçamentista Davis Langdon
Engenharia de incêndios Exova Warrington
Climatização Buro Happold Acústica Rahe Kraft, Sandy Brown
Iluminação World of Lights, iGuzzini
Design de tapetes Hani Rihani Huber
Data 2005 – 2013
Texto Foster + Partners
Fotografia Nigel Young

O aeroporto Internacional de Queen Alia dá continuidade às explorações do escritório em torno do terminal de aeroporto como “edifício tipo” e traça uma visão para uma arquitetura de aeroporto regionalmente apta e ecologicamente sensível. Projetado para servir como principal porta de entrada para Amã - uma das mais antigas cidades continuamente habitadas do mundo - no seu projeto tem ressonância um sentido de pertença e da cultura local. O edifício assegura estrategicamente a posição de Amã como o principal eixo da região do Levante. Logisticamente, permite que o aeroporto cresça 6 por cento por ano nos próximos 25 anos, aumentando a capacidade de 3 para 12 milhões de passageiros por ano até 2030.

Dietmar Feichtinger

Passagem, ponte e aterro “The jetty” para Mont-Saint-Michel

Arquitetura Dietmar Feichtinger Architectes
Equipa de concurso Christian Schmölz, Gabriel Augier, Rupert Siller, Ulrike Plos, Barbara Feichtinger-Felber, Michael Felder, Wolfgang Juen, Frank Hinterleithner; Paul-Eric Schirr-Bonnans, José-Luis Fuentes (renderings); Armelle Lavalou (texto)
Equipa de projeto José Luis Fuentes, Christian Wittmeir, Guy Deshayes, Mathias Neveling, Arne Speiser
Cliente Syndicat Mixte Baie du Mont Saint-Michel
Construção e supervisão Dietmar Feichtinger Architectes Mathias Neveling, José Luis Fuentes, Pavel Rak, (assistidos por) Patrik Uchal, Ricardo Martinez Campos, Etienne Sigros
Engenharia schlaich bergermann und partner, Stuttgart (co-contratante) Andreas Keil, Michael Zimmermann, Pierre-Yves Olivier; (subempreiteiro) AIA Management; (assistência direção de obra) Guillaume Bachelier, Mathias Boullé
Engenharias de especialidades Antéa (estudos geotécnicos) Olivier Bril, Anne-Sophie Rouen; INEX (eletricidade, águas e esgotos) Patrick Dorvillius, Philippe Angelot, Richard Wozak; Artélia (hidráulica) Jean Viguier; Technosol (supervisão geotecnia) Philippe Bajart
Custos 31 M€ s/ IVA
Data 2002-2014
Texto Dietmar Feichtinger Architectes
Fotografia Michael Zimmermann, Mathias Neveling, Barbara Feichtinger

“Andar sobre a água” por Dietmar Feichtinger, julho 2014 Criar um novo acesso a um dos mais notáveis monumentos e paisagem cultural da Europa é um desafio raro para o projeto de uma ponte. O estuário do rio Couesnon é surpreendente pela imensidão da baía, em torno do Mont Saint-Michel, pela beleza da luz e das cores dos elementos naturais. A mudança do nível do mar, causada pelas marés, e que pode chegar aos 14m, cria um evento reiterado que expõe as forças da natureza e oferece uma variedade de paisagens que ora mostram a terra “a invadir” o mar, na maré baixa, ou a água a encher a baía, transformando o Mont numa ilha e marco único, na maré alta. Estas mudanças radicais contribuem para a magia do local. A inclinação mínima do estuário e uma das maiores diferenças entre marés, a nível mundial, acentua este fenómeno: o mar está a aproximar-se da costa como cavalos a galope, de acordo com Victor Hugo.

Mcdowell + Benedetti

Ponte Scale Lane no rio Hull, Kingston-upon-Hull

Arquitetura McDowell+Benedetti
Estrutura Alan Baxter Associates
Eletricidade e Mecânica Qualter Hall
Iluminação Sutton Vane Associates
Arquiteto Paisagista Grontmij Arte Pública/Som Nayan Kulkarni, NK Projects (UK) Ltd
Empreiteiro geral Qualter Hall
Design civil HBPW LLP
Ponte civil A Torn Construction
Paisagismo civil Jackson Civil Engineering
Data 2005-2013
Texto McDowell+Benedetti
Fotografia Timothy Soar

Uma inovadora ponte suspensa sobre o Rio Hull abriu ao público, oferecendo aos pedestres a experiência única de andar sobre uma ponte, uma vez que abre e fecha para o tráfego fluvial, e que se acredita ser uma estreia mundial. A ponte de aço preto tem um aspeto robusto e uma forma curva, que a tornam uma referência memorável, única no Hull e do seu património industrial e marítimo. Vencedora num concurso internacional de 3 fases, realizado em 2005, a ponte foi construída de acordo com o conceito original da equipa de concurso, do empreiteiro geral e M&E engineers Qualter Hall, pelos arquitetos McDowell + Benedetti e pelos engenheiros de estruturas Alan Baxter Associates. O complexo inclui um novo jardim e praça projetados pelos arquitetos paisagistas Grontmij, com iluminação de Sutton Vane Associates e integra ainda uma obra de arte pública de Nayan Kulkarni. Localizada em Kingston, sobre o Hull, a leste do centro da cidade de Hull, a ponte liga a área de conservação da Cidade Velha de Hull à paisagem  industrial, menos desenvolvida, da margem leste. Concebida como a primeira etapa de um masterplan mais amplo, que pretende desbloquear o potencial da zona ribeirinha e promover a regeneração mais ampla das áreas a leste do centro da cidade. Scale Lane Staith, situada na margem ocidental, tem sido reorganizada, em termos paisagísticos, com uma série de jardins escalonados, que conduzem a uma nova praça pública no limiar da ponte. A ponte proporciona um passeio pedonal que liga o Quarteirão dos Museus, na margem ocidental, à grande atração de Hull, The Deep.

Falcão de Campos

Percurso Pedonal Assistido da Baixa ao Castelo de São Jorge, Lisboa

Arquitetura João Pedro Falcão de Campos
Data 2009 – 2013
Fundações e Estrutura A2P. Estudos e Projectos Lda. – João Appleton, Vasco Appleton
Instalações Elétricas, Equipamentos de Segurança e Elevadores Joule, Projectos, Estudos e Coordenação, Lda. – João Caetano Gonçalves, Luís Caetano Gonçalves
AVAC e Instalações Mecânicas José Galvão Teles, Engenheiros, Lda.
Instalações Hidráulico–Sanitárias Campo d’água, Engenharia e Gestão, Lda. – Marta Azevedo
Segurança e Saúde A2P. Estudos e Projectos Lda.– Nuno Manuel Appleton, António Portugal
Cliente Câmara Municipal de Lisboa
Localização Rua da Vitória; Rua dos Fanqueiros, 170 a 178; Rua da Madalena, 147 a 155
Empreiteiro geral Construtora UDRA lda; Fitonovo, S.A.
Área 1 440 m2 (construção)
Valor do investimento €2 300 000 + IVA
Fotografia José Manuel Rodrigues

A ligação ao Rio Tejo, através dos principais eixos ortogonais de direção norte-sul, é predominante na organização da Baixa Pombalina. São estruturantes na dinâmica deste espaço urbano as ligações nascente - poente entre as colinas do Castelo e do Chiado, com destaque para o eixo viário da Rua da Conceição, que liga o Castelo ao Chiado respetivamente através das Ruas da Madalena e da Calçada Nova de São Francisco. O elevador de Santa Justa garante uma ligação mecânica entre a cota mais alta do Chiado e a cota da Baixa Pombalina, entre o Largo do Carmo e a Rua de Santa Justa. A nascente, a ligação entre a Baixa e a Colina de Alfama/Castelo sempre foi feita através das ruas existentes, com destaque para a Rua da Madalena localizada a nascente da malha ortogonal da Baixa. No presente, a intervenção do Metro, da autoria do Arquiteto Siza Vieira, permitiu vencer de forma subterrânea o desnível existente entre a Baixa e o Chiado, ficando mais uma vez por fazer uma ligação mecânica da Baixa à sua Colina Nascente. O Metro veio acentuar a importância da Rua da Vitória como rua de atravessamento transversal da Baixa, uma vez que apresenta uma posição central nesta malha urbana. É neste contexto que surge a intenção de estabelecer um acesso pedonal assistido entre a Baixa e a colina do Castelo de S.Jorge. O projeto tem como objetivo a articulação de diferentes cotas segundo uma estratégia integrada que, facilitando a subida, potencie a revitalização e requalificação da envolvente.

Miguel Figueira

Percurso Pedonal Assistido de Montemor-o-Velho

Arquitetura Miguel Figueira
Colaboração Gonçalo Cristo, João Alves, Ana Buco, Carina Pereira (estágio)
Localização Latitude 40.174004 / Longitude -8.683876
Estabilidade, Águas e Esgotos Bruno Graça
Eletricidade José Buco
Construção Lifetch+Kone / GGCorreia
Data 2009-2013
Área 1 235 m2 / desnível 35,25 m (intervenção)
Valor de Construção €1.154.831,19 / financiamento pelo Programa Mais Centro
Texto Miguel Figueira
Fotografia Márcio Oliveira

A vila de Montemor-o-Velho perdeu o seu castelo para a estrada nacional com a construção do acesso viário pela porta de trás (Porta da Peste), na década de 70, conformando-se com a perda de centralidade à cota alta e com a degradação do tecido edificado da encosta. O Percurso Pedonal Assistido impõe-se pela urgência de reinvenção do funcionamento do sistema urbano. Não se propõe um novo modelo, mas antes a refuncionalização do existente com a ajuda das capacidades tecnológicas, que hoje temos ao nosso dispor. Trata-se de um bypass - uma intervenção violenta face a um diagnóstico crítico, porque a vitalidade da vila e do seu centro dependem, em grande medida, do bom relacionamento com o seu castelo, e a viabilidade da habitação na sua encosta depende da qualidade do acesso. Três escadas mecânicas ajudam a vencer mais de 30 metros de desnível entre a base da encosta e o antigo caminho de ronda do castelo, viabilizando a rede pedonal existente e a reaproximação do castelo ao centro, hoje à cota baixa. Para além da articulação das escadas mecânicas com os principais percursos de nível, que estruturam a rede, a oportunidade desta intervenção assegura a possibilidade do acesso viário na parte alta da encosta, facilitando o processo de regeneração da mesma. A intervenção serve diretamente os residentes e o propósito do reencontro da comunidade com aquele lugar, mas serve também o castelo, não só pela restituição da relação com a vila, através daquela que sempre foi a sua porta principal (Porta do Sol), mas também pela experiência do esforço da superação da encosta, que o acesso com automóvel não consegue transmitir. Nesta reconquista o castelo também vence.