arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Itinerâncias

por: Luís Santigo Baptista

GERAÇÃO Z #3

Breve relato crítico do evento na Ordem dos Arquitectos

Realizou-se, entre 3 de Novembro e 6 de Dezembro, no edifício sede da Ordem dos Arquitectos, o terceiro e último ciclo do programa de exposições e conferências GERAÇÃO Z, organizado pela revista arqa. Fruto de uma parceria com a Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, estes ciclos anuais permitiram mostrar a criatividade e pluralidade de uma geração emergente, bem expressas nas propostas de exposições que realizaram. Depois de um primeiro ciclo GERAÇÃO Z #1 em 2009, com MOOV, Arquitectos Anónimos®, Kaputt! e AUZprojekt, de um segundo ciclo GERAÇÃO Z #2 em 2010, com  Plano B, José Pedro Sousa, Extrastudio e Atelier Data, apresentámos nas duas sessões da GERAÇÃO Z #3 mais 4 práticas arquitetónicas portuguesas, a saber, Ateliermob, Dass, Embaixada e Blaanc. Se já tínhamos apresentado manifestos estratégicos colaborativos (MOOV), composições bidimensionais informativas (Arquitectos Anónimos), instalações materiais irónicas (AUZprojekt, Kaputt!), parcerias performativas inesperadas (Plano B + José Pedro Sousa), realidades lúdicas participativas (Atelier Data), espaços ativos surpreendentes (Extrastudio), etc., estas novas exposições não deixaram de expandir o campo, ampliando ainda mais o leque das intervenções já apresentadas. De facto, se algo nos parece determinante e significativo nas exposições desta geração emergente é não meramente a pluralidade dos posicionamentos e programas que os ateliers e seus projetos revelam em si, mas a singularidade absolutamente refrescante que cada um individualmente assumiu na tarefa criativa de mostrar o seu trabalho. Nas 12 exposições individuais não existe um modelo de exposição ou lógica de apresentação dominante, algo que nos parece novo e, acima de tudo, prometedor. O conceito chave das exposições foi muito diferenciado, compreendendo lógicas programáticas, metodológicas, tecnológicas, operativas, experienciais, críticas, e mesmo humanitárias. Neste sentido, pode-se dizer que, através da experiência sequencial das exposições apresentadas, se foi revelando uma pluralização das conceções disciplinares da arquitetura e uma expansão do papel profissional do arquiteto. No limite, estamos em crer que só esta realidade daria para configurar uma potencial, mesmo que inevitavelmente de natureza difusa e disseminada, geração z.

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Jan 2012

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