
Yourcenar escreveu, no seu tempo, "o Tempo esse grande escultor" e, de facto, temos homens do nosso tempo, ancorados no entendimento do passado e desafiadores do futuro, porque é inexorável, somos os escultores da forma do nosso tempo. A Ciência Cidade propõe desafios de alguns dos indicadores que promovem a sustentação da antecipação de futuro e do reconhecimento da nossa posição no presente. De efectivo, temos a descoberta e invenção de alguns princípios científicos que incrementam pontos mais além, na membrana tensa do território abrangente da arquitectura e da urbanidade, no conhecimento mais feroz dos acontecimentos que crescem e se multiplicam exponencialmente. Os fractais e as geometrias fractais, o digital e o virtual, o isotropomismo e o anisótropomismo, as escalas, tamanhos e proporções, o crescendo de conhecimento e de toda a informação, tem provocado desequilíbrios e anormalidades na acção e interacção dos agentes transformadores da arquitectura e da urbanidade, para com todos os outros agentes que na sociedade a transformam e incrementam. Todos assuntos são explicados, num modo que tanto os que estão dentro entendem, como os que estão fora acedem. E deste modo estão todos informados e competentes para o profissionalismo do exercício exigente de cumprir a formalização da sociedade. Não formataremos o futuro, mas entenderemos melhor o presente; porque ninguém o conhecerá melhor que aqueles que não andarem distraídos e autistas da transformação rápida e avassaladora. Este nosso tempo também é um extraordinário escultor, como o próximo também será.
(…)Set 2011

Portugal inebriou-se no Pós-Moderno; naturalmente. A euforia pós-modernista antevia um progresso como o século não tinha ainda conhecido, de imobiliário, de construção, de obra, de arquitetura. Duas décadas otimista…
Mai 2012

Eis-nos perante o novo Inferno; existe sempre que se ambiciona mais. A eternidade, Chafes reconhece-a em Stefano Maderno, na sua Santa Cecília de 1600, em Roma. Nós temos reconhecido…
Mai 2012