

A exposição Manuel Vicente: Trama e Emoção, que esteve recentemente no Museu do Oriente, em Lisboa, apresentou a obra de um dos mais singulares e desalinhados arquitectos portugueses da segunda metade do século XX. De iniciativa da Atalho, resultado de um projecto de investigação que envolveu diversas instituições, entre elas o ISCTE, a FAUP que foi financiado pela DGArtes, esta exposição afirma-se como o culminar de um percurso de eventos diversos em volta do trabalho do arquitecto Manuel Vicente. Mas esta exposição também pretende potenciar a abertura de novas possibilidades de análise crítica da arquitectura portuguesa contemporânea. Com um leque alargado de meios expositivos, que vão dos desenhos originais às maquetas das obras mais relevantes, passando por filmes realizados especificamente para este evento, a exposição procurou dar a conhecer a um público alargado uma obra significativa que se estende de Lisboa a Macau. Paralelamente, a edição de um livro homónimo, que compila o material apresentado e analisa criticamente o seu legado, procura transcender a efemeridade característica das exposições, afirmando-se desde já como peça chave para futuros trabalhos de investigação sobre o arquitecto. Para compreender as intenções e objectivos desta exposição, bem como um primeiro balanço do evento, a arqa falou com o arquitecto João Afonso, comissário de Manuel Vicente: Trama e Emoção.
(…)Set 2011

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Mai 2012

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Mar 2012