
Crise, qual crise? Escolha-se uma. A crise maior do urbanismo parece provir do imobiliário onde, na sociedade da super abundância e do hiper consumo, há também maior oferta desajustada que procura. O desajuste advém do urbanismo estar preso a modelos do passado onde a expansão territorial era prioritária, o automóvel nas suas vias imperialistas dominou toda a política imobiliária e onde os edifícios seguem ainda o arquétipo falhado do condomínio plurifamiliar e plurifuncional de crescimento em altura. Como se em 30 anos a burótica, a informativa, o teletrabalho não tivessem mudado nada na vida produtiva das sociedades. O mundo em progresso agarra-se ainda desesperadamente às rotinas passadas; todos trabalham nos mesmos horários, todos habitam nas mesmas tipologias, todos se movem e estão parados nos mesmos automóveis. A crise não lhes parece ter ensinado nada. Veja-se o imaginário dos filmes de animação com acção passada nas cidades, americanas de facto. Todas iguais a Metropolis. Ainda o Super-Homem a comandar o ideal de cidade, de arranha-céus e de artéria cheias de automóveis e os cidadãos cheios de sacos. Já vimos isto muitas vezes, talvez vezes de mais.
(…)Jul 2011

Portugal inebriou-se no Pós-Moderno; naturalmente. A euforia pós-modernista antevia um progresso como o século não tinha ainda conhecido, de imobiliário, de construção, de obra, de arquitetura. Duas décadas otimista…
Mai 2012

Eis-nos perante o novo Inferno; existe sempre que se ambiciona mais. A eternidade, Chafes reconhece-a em Stefano Maderno, na sua Santa Cecília de 1600, em Roma. Nós temos reconhecido…
Mai 2012