arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Itinerâncias

por: Luís Santiago Baptista

GERAÇÃO Z EXTRA #1

Breve relato crítico do evento na Tektónica

Enquanto se aguarda para Novembro próximo, na sede da Ordem dos Arquitectos, a realização do novo ciclo de exposições e conferências GERAÇÃO Z #3, desta feita com a participação do ateliermob, Embaixada, dass e blaanc, realizámos, no âmbito da feira internacional Tektónica no Parque das Nações, em Lisboa, uma sessão de conferências com mais 4 práticas emergentes nacionais. Este evento EXTRA #1, que contou com a presença de SAMI, FOR-A, Context e Cláudio Vilarinho, assume-se como um momento intercalar e extraordinário no desenvolvimento do programa curatorial GERAÇÃO Z. Com características diferenciadas mas no âmbito do mesmo programa de investigação e divulgação da geração mais nova da arquitectura portuguesa - aquela que definimos grosso modo como a dos nascidos após a Revolução de 74 e com atelier montado já no novo milénio - estas conferências procuraram demonstrar em acto a pluralidade irreversível das novas práticas nacionais, revelando abordagens programáticas e estratégicas diversificadas, muito consistentes apesar da sua actividade bastante recente. De facto, os protagonistas não podiam à partida ser mais diferenciados, compreendendo o espectro que vai da materialidade contextualizada do SAMI até à abstracção sensível de Cláudio Vilarinho ou da formalização programática do FOR-A, até à abordagem estratégica do Context Architects. Apesar da amostra reduzida, diríamos que nestas conferências se manifestou a ideia determinante que nos levou à definição de uma GERAÇÃO Z, ou seja, a feliz indeterminação e multiplicidade que têm hoje que fundamentar qualquer ideia de identidade possível da arquitectura portuguesa contemporânea. Não falamos aqui de uma mera desintegração da ideia de identidade como um todo. Acreditamos que, de facto, podem ser estabelecidos traços identitários na arquitectura portuguesa recente. Mas simplesmente esses traços não podem mais ser compreendidos para lá de uma pluralidade estrutural de programas, metodologias, estratégias e linguagens. Mais ainda, cremos mesmo que é essa base múltipla e plural que confere a riqueza e sentido à actual arquitectura portuguesa, na verdade, à arquitectura de qualquer contexto geográfico e cultural específico.

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Jul 2011

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