
A cidade é provavelmente a maior invenção humana, porque é aquela que não definha, cresce incomensuravelmente até povoar o Mundo e até todo o homem ser inteiramente cidadão. As cidades-território são a sua nova fase, seguinte às metrópoles. A pós-metrópole desafia as formas de vida comunitária e o desenraizamento é total, sendo que é já muito indefinido afirmar que se vive num lugar (ou não lugar). As novas cidades tendem a normalizar e a globalização tem sido uma ocidentalização. A nova geografia de urbes emergentes é uma cópia pálida da afirmação ocidental, paraísos são de uma realidade totalmente abstraída de qualquer pressuposto cultural, filosófico e religioso. Algumas correntes reformistas do Islão têm procurado desesperadamente uma via de modernização não ocidental, separando o aspecto económico do cultural. Uma tentativa fracassada resultado das totais adesões aos modelos de vivência. As revoltas recentes, compostas a partir das novas conexões das redes sociais, revelaram que o paradigma novo das vivências se estende a todo o Mundo urbanizado. É um livro extraordinário, pela capacidade de compreensão das cidades novas e nem sequer tenta justificar a mudança, porque está inexorável. Pretende é entender a ambição futura, porque pertencemos à cidade pós-metrópole, que tem uma geografia que não reclama já a existência e reconhecimento dos lugares, porque os seus parâmetros espaciais e temporais, estão singulares sobre as antigas referências da cidade hierarquizada. Mas nada disto legitima e confere uma conotação negativa. O futuro pertence-nos e o Mundo muda muito, todos os dias.
(…)Mai 2011

Portugal inebriou-se no Pós-Moderno; naturalmente. A euforia pós-modernista antevia um progresso como o século não tinha ainda conhecido, de imobiliário, de construção, de obra, de arquitetura. Duas décadas otimista…
Mai 2012

Eis-nos perante o novo Inferno; existe sempre que se ambiciona mais. A eternidade, Chafes reconhece-a em Stefano Maderno, na sua Santa Cecília de 1600, em Roma. Nós temos reconhecido…
Mai 2012