

A questão do ambiente formativo, nas suas dimensões educativas e pedagógicas, tem estado na ordem do dia. No contexto nacional, tanto o incremento quantitativo, mas infelizmente pouco qualitativo, do ensino pré-escolar, como o amplo programa de requalificação do parque escolar, para lá das polémicas questões profissionais, têm chamado a atenção para o espaço educativo.1 O desenvolvimento de programas estatais de dimensão considerável de renovação escolar, tanto em Portugal como lá fora, tem exigido um repensar da questão das condições e exigências do espaço formativo na contemporaneidade. Com uma bibliografia crescente e expansiva, torna-se significativo que a investigação teórica do tema esteja a ser em grande medida motivada pelos problemas prementes da prática. Desde logo, emergem questões fundamentais sobre o espaço educativo contemporâneo. Tem o período formativo uma especificidade no que respeita às respostas arquitectónicas? Quais os diferentes estádios desse período e que estratégias são adequadas para cada um deles? Qual o papel do espaço na realização dessa função educativa e pedagógica? Como deve ser este concebido, construído e apropriado? Que intervenientes devem ser integrados e ter uma participação nesses processos? São por isso diversas as questões que concentram hoje o debate sobre o espaço escolar, num espectro alargado que atravessa a organização tipológica e programática da escola, a integração desta no contexto social e cultural envolvente, o impacto das novas tecnologias nas práticas de ensino, a atenção às respostas perceptivas e sensoriais ao ambiente formativo, ou mesmo as experiências participativas de configuração do espaço educativo.
(…)Jan 2011

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Mai 2012

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