

A problemática da sustentabilidade apresenta-se, nos nossos dias, como um dos principais condicionantes da conjuntura histórica que atravessamos. Ganha crescente destaque na nossa vida quotidiana a maneira como nos relacionamos com o Mundo Natural, matéria de extrema importância porque a todos concerne o estado desta "Grande Casa em que vivemos".
Influi neste processo o papel TIC na sociedade contemporânea em que a comunicação social se tornou no principal meio de divulgação do pulsar do nosso planeta e do seu mal-estar. Durante o "horário nobre" que preenche o jantar em família somos confrontados regularmente com imagens e relatos de injuriosos atentados ecológicos, resultantes da ingerência ou erro humano contribuindo para um estado de extremo alarmismo. Se por um lado, este tipo de informação influi no pessimismo colectivo por reportar os efeitos perniciosos do globo, por outro lado, o carácter pedagógico da informação contribui para o esclarecimento da colectividade global, actuando directamente na formação de uma consciência e opinião pública.
Tornamo-nos, por essa razão, mais elucidados e atentos às "coisas da Natureza". As agendas políticas de governos e partidos integram, sensatamente, as questões ambientais nos seus cardápios e, simultaneamente, desmultiplicam-se em inúmeros encontros donde resultaram, como corolário, os mais importantes acordos produzidos nesta última década quer a nível internacional (Protocolo Quioto, Agenda XXI, Conferência de Haia, Cimeira de Copenhaga) quer a nível nacional (faz um ano que entrou em vigor a Certificação Energética).
O tema da sustentabilidade levanta uma problemática transversal a toda a sociedade e como tal desperta o interesse colectivo. Todos já percebemos que existem alternativas viáveis para este impasse. A actual noosfera encontra-se suficientemente desenvolvida para produzir soluções capazes de responder satisfatoriamente às nossas prementes necessidades e vontades, quer seja com recurso a soluções que impliquem medidas de orientação tecnológica e científica quer seja com recurso a soluções que impliquem medidas orgânicas.
Aquando da "WE CAMPAIGN" ouvimos o ex-Vice Presidente dos Estados Unidos da América Albert "Al" Gore a desafiar o seu governo para uma conversão energética e tecnológica que a confirmar-se esta intenção estaríamos perante a mais rápida transição tecnológica de toda a história da Humanidade.1 Importa, portanto, desenvolver um posicionamento crítico relativamente ao modelo de desenvolvimento desta problemática, isto é, reflectir sobre as principais opções tecnológicas e as suas eventuais repercussões no Mundo Natural pois a construção de edifícios é o processo com maior impacto na ecosfera a qual emprega cerca de 60% dos recursos utilizados pela Humanidade.
(…)Mar 2010

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