arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Entrevista

por: Luís Santiago Baptista e Margarida Ventosa

Carlos M. Teixeira

Arquitecto Vazio S/A, Fundador Associação Arquitectos sem Fronteiras

arqa: Tendo em conta o seu trabalho na plataforma Vazio S.A., em que sentido lhe interessa a ideia do efémero?
Carlos M. Teixeira: Comecei a estudar os vazios urbanos no livro "Em Obras: História do Vazio em Belo Horizonte" - um estudo sobre a cidade de Belo Horizonte, a primeira cidade planeada do Brasil. "Obras" procura aceitar a realidade das cidades sem história e celebra o aspecto efémero da arquitectura, já que, de certa forma, aqui as coisas são construídas para depois serem destruídas num ciclo relativamente curto. Posso dizer que a ideia do efémero me veio a partir da minha vivência num país de cidades onde a permanência dos centros históricos foi há muito engolida pelas periferias de arquitecturas instáveis e anónimas.

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Jan 2010

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