
DEPOIMENTO
Processo
s. m. (do latim processus) 1ª pess. sing. pres. ind. de processar
1.Modo pelo qual uma coisa é feita, uma operação é realizada. MÉTODO
2.Forma pela qual alguma coisa tem um determinado percurso, tem um certo seguimento. CURSO
3.Sucessão de etapas, estados. + de aprendizagem
O termo PROCESSO é bastante comum para os arquitetos e criativos, trata-se de uma espécie de narrativa que estrutura o pensamento, o desenho e a materialização/construção, em suma, um método de resolver problemas e apresentar soluções. Ao longo da história da arquitetura e do design os processos sempre estiveram associados às ferramentas disponíveis e à evolução tecnológica. Ao longo de séculos, os tratados e os manifestos de arquitetura discorreram sobre avanços tecnológicos baseados em novas ferramentas e experimentações que procuraram responder aos desafios (sociais, económicos, políticos, culturais e estéticos) de cada época. Como afirma Antoine Picon1, no Renascimento a adoção de novas ferramentas e procedimentos (ex: projeções coordenadas em planta e elevação e perspetiva), são inseparáveis de fenómenos mais amplos, como o surgimento do arquiteto moderno e a importância dada a novas formas de conceção. De forma similar, na contemporaneidade, a introdução de tecnologias digitais (softwares e hardwares) nas várias fases do processo arquitetónico tem obrigado estudantes e profissionais à reformulação do pensamento do processo criativo. A integração de meios digitais de visualização, comunicação e prototipagem no processo de desenho e construção têm enriquecido diferentes perceções, compreensões e conceções estéticas, espaciais e formais.
Desde os anos 60 do século XX, quando foram dados os primeiros passos nas tecnologias da informação, as ferramentas digitais vêm sendo incorporados na prática da arquitetura, design e artes plásticas, lançando novos modos de dialogar com os mecanismos tecnológicos. Ivan Sutherland, cientista norte-americano especialista em computação, estaria longe de imaginar que o seu software sketchpad (1963), dotado de uma linguagem de programação não procedural, iria mudar a maneira como interagimos com a máquina. O GUI (graphical user interface) tornou-se ubíquo em computadores pessoais. Foi o berço do desenvolvimento da computação gráfica (programação orientada a objetos) e dos interfaces interativos (Human-computer interaction). Surge termo CAD (Computer Aided Design). Nos anos 70 Charles M. Eastman introduz os Sistema BIM (Building Information Modeling). A complexidade dos projetos AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) tornou necessário desenvolver novos processos de modelação e gestão de informação digitalmente em ambientes colaborativos que envolvem projetistas, construtores e clientes. Em 1991 Mark Weiser, marca o início do interactive design com o seu texto Ubiquitous Computing2 (Ubicomp) onde conjeturava que a tecnologia computacional seria mais barata, mais reduzida, mais poderosa e invisível (wireless). Na mesma linha de pensamento Hiroshi Ishii, fundador do Tangible Media Group MIT, apresenta em 1997 o conceito Tangible Bits (Towards Seamless Interfaces between People, Bits and Atoms)3, onde explorava lógicas que permitiam transformar espaços arquitetónicos através de processos computacionais e informação digital, o GUI - Graphical User Interface, o TUI - Tangible User Interface e mais recentemente o Radical Atoms, onde toda a informação digital é fisicamente tangível.
Abr 2013

Por muito generosa que seja, por muito que tenha para oferecer, nenhuma exposição é inocente. Muito menos o é, inocente, inofensiva tampouco, uma exposição de arquitetura. A consciência do…
Dez 2016

“Because of where and when I grew up, it never occurred to me until later in life that there are people who don’t believe in progress, or who don’t…
Mai 2015