arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Projectos

OFFICEKersten Geers David Van Severen

Centro para a Música Tradicional, Muharraq, Bahrein

Arquitetura Office
Localização Muharraq BH
Custo EUR 800000 (Jinaa) + 600000 (Riffa)
Área 600 m² (Jinaa) + 340 m² (Riffa)
Data 2012-
Fotografia Bas Princen

Dar Al Jinaa e Dar Al Riffa são dois edifícios semelhantes, parte de um projeto de renovação urbana, no Bahrein. Pretende dar-se um face pública à antiga comunidade de pescadores de pérolas e às suas tradições musicais e culturais. Cada projeto consiste na renovação da Dar (“casa”) existente, e de uma nova, adicionando Majlis (“sala colectiva”). As Majlis serão utilizadas como espaços comunitários de apresentação de música tradicional. Ambos os edifícios consistem numa estrutura simples de pilares arredondados e plataformas de betão. Fachadas de vidro rectangular de correr articulados, equipadas com portadas de madeira perfurada, criam espaços interiores intimistas, em cada plataforma. Escadas, instalações sanitárias e técnicas, ocupam as plataformas exteriores, formando o mobiliário, tornando funcional esta estrutura simples. Todo o edifício é coberto por uma malha de aço, sem juntas, que protege do severo sol do deserto e transforma os edifícios em objetos enigmáticos, “velados”, que sobressaem no denso labirinto urbano do Bahrein. Quando o edifício estiver a ser utilizado, o véu levanta, para permitir aos transeuntes um vislumbre das performances que acontecem no seu interior.

Projectos

Dicionário arqa 2000-2016 vol. II

ABSTRAÇÃO Sou Fujimoto, Inês Lobo + Ventura Trindade, Valerio Olgiati, Frank Gehry
CULTURA
OMA, Paulo Mendes da Rocha, Gonçalo Byrne + Falcão de Campos, José Paulo dos Santos, Artéria
ECOLOGIA Ecosistema Urbano, Steven Holl, José María Sánchez García, 2012 Architecten, Duncan Lewis, Cannatà & Fernandes
EVENTO Rem Koolhaas, Urban-Think Tank + Justin McGuirk, Transsolar + Tetsuo Kondo, Greg Lynn
FORMA Álvaro Siza Vieira, Shuhei Endo, UN Studio, ARX Portugal, Office Kersten Geers David Van Severen, Lacaton & Vassal
GERAÇÃO MOOV, Arquitectos Anónimos, Kapputt!, AUZprojekt, Plano B, José Pedro Sousa, Extrastudio, Atelier DATA, ateliermob, dass, blaanc, Embaixada
HABITAR Álvaro Siza Vieira, Cloud 9, Aires Mateus, BIG, BKK-3, Lacaton & Vassal
INFORMAL Diébédo Francis Kéré, Tamassociati, Carla Juaçaba, Giancarlo Mazzanti, Urban-Think Tank INTERNACIONAL Álvaro Siza + Carlos Castanheira, OTO, Promontorio, Paulo Mendes da Rocha + MMBB, Shigeru Ban, Valerio Olgiati
LINGUAGEM Steven Holl, Ensamble Studio, PTW, Bernardo Rodrigues, Atelier Tekuto
MATÉRIA António Portugal, menos é mais, Correia/Ragazzi, Herzog & de Meuron, SANAA, Thomas Heatherwick
MEMÓRIA Eduardo Souto de Moura, José Gigante + Vítor Silva, João Mendes Ribeiro, Edouard François, Daniel Libeskind
METRÓPOLE OMA, Herzog & de Meuron, Promontorio, Eduardo Souto de Moura, Didier Fiúza Faustino/Bureau des Mésarchitectures
PAISAGEM FOA, RCR arquitectes, Camilo Rebelo + Pedro Tiago Pimentel + Sandra Filipe Barbosa, Paulo David, AllesWirdGut, Diller & Scofidio + Renfro
PATRIMÓNIO Atelier 15, João Luís Carrilho da Graça, Renzo Piano, FABG, Robbrecht en Daem, Andrés Jaque
PRÉMIO Menos é Mais + Mendes Ribeiro, ARX Portugal, Jorge Mealha, Álvaro Fernandes Andrade, Pedro Campos Costa, Luís Rebelo Andrade
PROGRAMA SANAA, NL Architects, MVRDV, Edge Design, a.s*
REABILITAÇÃO LIN, José Adrião, Nuno Abrantes, Irisarri + Piñera, OTH
TURISMO Promontorio, João Luís Carrilho da Graça, Atelier Bugio, VHM

Menos Mais + Joo Mendes Ribeiro

Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas, Ribeira Grande, Açores, Portugal

Arquitetura Consórcio Menos é Mais Arq. Ass., Lda. e João Mendes Ribeiro Arq. Lda.
Autores João Mendes Ribeiro, Francisco Vieira de Campos, Cristina Guedes
Coordenação Adalgisa Lopes e Jorge Teixeira Dias (projeto), Inês Mesquita e Filipe Catarino (obra)
Equipa Menos é Mais Cristina Maximino, João Pontes, Luís Campos, Ana Leite Fernandes, Mariana Sendas, Pedro Costa, Inês Ferreira, João Fernandes
Equipa João Mendes Ribeiro Catarina Fortuna, Ana Cerqueira, Ana Rita Martins, António Ferreira da Silva, Cláudia Santos, Joana Figueiredo, João Branco
Maquetes Menos é Mais
Data 2007- 2014
Cliente Direção Regional de Cultura dos Açores (DRaC)
Área 12 914 m² (9 736 m² edifícios + 3 178 m² espaços exteriores)
Concurso 1º prémio, 2007
Texto Menos é Mais + Mendes Ribeiro
Fotografia José Campos

Variação tranquila
O desenho do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas mantém o carácter industrial do conjunto e tematiza o diálogo entre uma construção existente (antiga fábrica do álcool | tabaco) e novas construções (fábrica da cultura | produção de arte, reservas, sala multiusos | artes performativas, oficinas, laboratórios, estúdios-ateliers de artistas). O projeto não exagera a diferença entre as antigas e as novas construções. Antes procura unir a diferente escala e a diferente idade das suas partes por meio de uma manipulação pictórica da forma e da materialidade dos edifícios - o existente marcado pela alvenaria aparente de pedra vulcânica e os novos edifícios marcados pela forma abstrata, sem referência ou alusão a nenhuma linguagem, construídos em betão aparente com inertes de basalto local com um trabalho altimétrico e textural das superfícies, complementando a relação cheio/vazio da massa do edifício com os vazios dos pátios. O ACAC adquire a sua identidade pela variação tranquila entre o edifício existente – contenção e gesto mínimo na implantação estratégica dos canais de infraestruturação, máxima eficácia na hierarquização espacial e funcional dos diferentes espaços do complexo fabril – e os dois edifícios novos que, por exigirem condições especiais não compatíveis com a preexistência, resolvem as funcionalidades pedidas. O projeto compromete-se com a qualidade do existente, pondo em manifesto as variações tipológicas – os novos edifícios são colocados ao lado dos existentes de forma “serena” clarificando o que é existente num determinado período e o que se lhe acrescenta, sem ferir ou desvirtuar as estruturas espaciais e construtivas do conjunto. Contexto e contiguidade contribuem para a autonomia do objeto.

Jorge Mealha

Edifício Central do Parque Tecnológico de Óbidos, Portugal

Arquitetura Jorge Mealha
Equipa Andreia Baptista (coordenação), Diogo Oliveira Rosa, Filipa Ferreira da Silva, Gonçalo Silva, Carlos Paulo, Filipa Collot, Inês Novais
Estabilidade/Estruturas JFA Engenharia S.A.
Instalações Técnicas Rodrigues Gomes & Associados – Consultores de Engenharia, S.A. e S.E. Serviços de Engenharia Lda.
Arquitetura Paisagista Arq. Paisag. Marisa Lavrador
Áreas 4 096m2 (bruta de construção); 17 000m2 (implantação)
Datas 2011-2014
Texto Jorge Mealha
Fotografia: João Morgado

A MEMÓRIA DOS SÍTIOS
Presenciamos um território que não é urbano, onde diversas marcas da sua memória ainda predominam dialogando de modo suave com o desenho de estruturas da vida contemporânea. Nesta região, predominam extensos apontamentos de floresta, mata e campo, pontuados por pequenos aglomerados e construção dispersa. Esta perspetiva, rasgada por vias de transportes e marcada por algumas construções de maior porte, apresenta um sentido e se quisermos propõe uma identidade a este território. A paisagem, predominantemente verde, é subtilmente pontuada por estruturas construídas muito interessantes. Na região sobressaem alguns conventos e seus claustros, igrejas, casas senhoriais, pequenos núcleos de habitação e estruturas agrícolas que pelo seu desenho, normalmente muito claro do ponto de vista da sua geometria, se adossam ao território. É desta identidade de grande espaço verde, por vezes de floresta densa, pontuado por estruturas construídas de desenho muito claro e singelo, que ao longo da história emerge um sentido que o projeto procura utilizar como mote para o desenho que controla e integra o programa proposto. (...)

ARX Portugal

Aquário de Bacalhaus do Museu Marítimo de Ílhavo, Aveiro, Portugal

Arquitetura ARX PORTUGAL, Arquitectos Lda. – José Mateus e Nuno Mateus
Colaboração Ricardo Guerreiro, Fábio Cortês, Ana Fontes, Baptiste Fleury, Luís Marques, Sofia Raposo, Sara Nieto, Héctor Bajo
Estruturas TAL PROJECTOS, Projectos, Estudos e Serviços de Engenharia Lda.
Instalações e Equipamentos Elétricos e de Telecomunicações, Segurança Integrada AT, Serviços de Engenharia Electrotécnica e Electrónica Lda.
Instalações e Equipamentos de Águas e Esgotos Atelier 964
Instalações e Equipamentos Mecânicos PEN, Projectos de Engenharia Lda.
Dono de Obra Câmara Municipal de Ílhavo
Área 2.500m2
Datas 2009 -2012
Texto ARX Portugal
Fotografia FG + SG - Fotografia de Arquitectura

O aquário de bacalhaus é um edifício que liga outros dois e configura um complexo edificado disperso, unido em torno dos temas do mar e da pesca. Nesta invulgar estrutura tríptica, o Museu Marítimo é o lugar da memória, o Aquário o espaço da vida marinha e o CIEMAR, instalado na antiga escola adaptada, o centro de investigação para as atividades do Homem ligadas ao mar. Na articulação destas três unidades o edifício é simultaneamente um equipamento urbano autónomo que se relaciona com a envolvente e define um espaço público, mas é também um edifício-percurso, que se desenvolve em espiral em torno do tanque e liga o Museu à antiga Escola. Num contexto de pequenas casas dispersas, a volumetria ocupa os interstícios desta estrutura urbana doméstica e instaura o domínio público. (...)

Pedro Reis

Escola Superior de Desporto e Lazer, Melgaço, Viana do Castelo, Portugal

Arquitetura Pedro Reis
Colaboração Nicola Tuan, Elisa Pegorin, Luís Ribeiro, Isabel Azevedo
Espaços Exteriores Global2 - Inês Norton
Estruturas ARA - Alves Rodrigues & Associados, Lda
Climatização, hidráulica, eletricidade, telecomunicações e segurança integrada ACRIBIA - Projectos e Desenho Técnico, Lda; Cliente Câmara Munícipal de Melgaço
Área de Construção 5.100 m2
Datas 2009-2014
Texto Atelier Pedro Reis
Fotografia José Campos | Architectural photography

O projeto para novo edifico da ESDM resulta de um concurso público lançado em 2008 pelo Município de Melgaço em conjunto com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Concebido como o principal núcleo pedagógico do Complexo Desportivo e de Lazer de Melgaço o novo edifício concentra as principais atividades de ensino, administração e áreas sociais do complexo. Localizado na periferia da antiga vila de Melgaço, na fronteira norte entre Portugal e Espanha, o novo edifício da ESDM oferece uma experiência de aprendizagem numa atmosfera serena mas integrada na dinâmica de um campus desportivo. Com base numa composição geométrica simples e claramente articulada, a estratégia de projeto surge como uma resposta direta aos desafios criados por uma topografia difícil, um orçamento limitado e o desejo de alcançar uma integração equilibrada com a paisagem envolvente. O projeto seguiu uma estratégia dialética distinguindo claramente as áreas sociais e administrativas do programa, concentradas no volume ancorado no terreno e revestido em betão, das principais áreas pedagógicas localizadas no volume superior. (...)

Valerio Olgiati

Villa Além, Alentejo, Portugal

Arquitetura: Valerio Olgiati
Colaboradores: Patricia da Silva (responsável atelier do Olgiati), Daisuke Kokufuda, Liviu Vasiu
Empreiteiro geral: Matriz Sociedade de Construções Lda.
Materiais: Betão in-situ, aço, mármore
Data: 2009-2014
Texto: Valerio Olgiati
Fotografia: Archive Olgiati

O projeto está localizado no Alentejo, a cerca de 10 km da costa com o Oceano Atlântico, numa área de paisagem rural montanhosa, coberta por belos sobreiros antigos. O clima é ameno e seco. A principal intenção aqui é criar um jardim resguardado. As paredes circundantes têm cinco metros e meio de altura para proporcionar a sombra necessária e toda a impressão criada é a um de um deserto, seco, pedregoso e empoeirado. Tudo é construído num betão ligeiramente avermelhado, feito in-situ. O caráter do conjunto é definido essencialmente pelas paredes circundantes, que criam a impressão de pétalas que fecham e abrem para o céu. A casa em si é invisível e desenvolve-se num único piso, atrás dessas paredes circundantes. A sala de estar está localizada no final de um eixo rígido, que vai de norte a sul. Virada para a piscina, oferece também uma vista através da porta sul na parede do jardim, para uma paisagem plana e vazia. Um corredor curvo permite aos habitantes encontrar refúgio na sombra e nos quartos privados interiores.

Shigeru Ban

Quinta Botânica, Algarve, Portugal

Arquitetura: Shigeru Ban Architects
Equipa: Shigeru Ban, Grant Suzuki, Tatsunobu Ito
Estrutura: Tezuka Structural Research and Laboratory
Mecânica: Bereket Mitiku Gebre
Empreitada Geral: Bereket Mitiku Gebre
Empreiteiro: MEP International Art Consultants Ltd
Área: 40.000m2 (lote); 92,30m2 (implantação)
Material da estrutura principal: Tubos de cartão
Data: 2004-2008
Texto: Shigeru Ban Architects
Fotografia: Didier Boy de la Tour

Propriedade de um colecionador de arte e de botânica, a Quinta Botânica está situada num penhasco sobre o mar, no Algarve, a região mais a sul de Portugal. A estrutura funciona como uma instalação artística e de residência temporária para os artistas e botânicos de visita no local. A Quinta Botânica é estruturalmente idêntica à Casa de Papel (Paper House, 1995), a primeira estrutura de papel permanente a que foi concedida aprovação, nos termos do artigo 38 da Lei de Normas de Construção Japonesa. Juntas de madeira e tubos de cartão, fixos com parafusos de porca, incluem a fundação, criando um sistema capaz de suportar cargas verticais e força lateral. Para evitar o corte de árvores existentes, a planta do projeto desenvolve-se em forma de S, de maneira a passar entre elas.

MVRDV

Pontes Pedonais, Leiria, Portugal

Arquitetura: MVRDV - Winy Maas, Jacob van Rijs, Nathalie de Vries com Stefan de Koning e Guillermo Reynes
Escritório associado: Afassociados, Goia, Portugal
Estrutura: Afassociados, Goia, Portugal
Data: 2003-2005
Texto: MVRDV
Fotografia: MVRDV

Este projeto consistiu em desenhar seis novas pontes pedestres, em Leira, Portugal: uma ponte parque infantil, uma ponte t(h)ree (árvore/tridente), uma ponte bar, uma ponte varanda, uma ponte piquenique e uma ponte sofá. Cada uma oferece um tipo diferente de utilização pública para os pedestres que as atravessam e para a área como um todo.