
Projeto Project Name House at Fuseta, Algarve, Portugal
Atelier Office Miguel Arruda, Miguel Arruda Arquitectos Associados
Colaboradores Colaborators Pedro Nogueira, Pedro Pereira, Sara Preto, Ludovica Grompone, Federica Caiazzo
Datas do Projeto Project dates 2014/2015
Localização Location Olhão, Algarve, Portugal
Cliente Owner Carlos Oliveira, Ana do Ó
Áreas Surface 154,37 m²
Custo Cost 145.000 €
Empreiteiro Constructor Habitavira – Construção Civil Estruturas Structures; Engenharia Engenearing; Eletricidade Electricity, Instalações Mecânicas Mechanical Installations; Águas e Esgotos Water Supply and Sewer System 3VD, Projectos e Construção
Paisagismo Landscaping Carlos Oliveira
Iluminação Lighting Exporlux – Iluminação
Fotografia Photos Fernando Guerra, FG + SG

Concurso Competition 2015 (1º prémio 1st prize)
Projeto Project 2015-2016
Construção Construction 2017
Promotor Promoter ADRVT – Associação para o Desenvolvimento Regional do Vale do Tua
Área Surface 1200,00 m2 (930,00 m2 edifícios + 270,00 m2 espaços exteriores); 1200,00 m2 (930,00 m2 buildings + 270,00 m2 outdoor spaces)
Investimento Investment 597 000,00 €
Arquitetura Architecture Pedro Azevedo + Susana Rosmaninho
Arranjos exteriores Outdoor Spaces Pedro Azevedo + Susana Rosmaninho
Coordenação de Projeto Project Coordination Pedro Azevedo
Fundações e Estruturas Foundations and Structural Engineering Fernando Costa (Topoconde)
Instalações Hidráulicas Hidraulic Engineering Fernando Costa (Topoconde)
Instalações Elétricas Electrical Engineering Miguel Amorim (Topoconde)
Segurança Safety Engineering Fernando Costa, Miguel Amorim (Topoconde)
Instalações Mecânicas Mechanical Engineering Fernando Costa (Topoconde)
Térmica e Sustentabilidade Insulation and Sustainability Pedro Gonçalves (Topoconde)
Exposição Exhibition Cariátides + United By Gabriella Casella, Catarina Providência, Maria Providência + Miguel Palmeiro
Fiscalização Supervision José Carlos Moura (AMTQT), Susana Seramota (AMTQT), Fernando Candeia (CMCA)
Empreiteiro Geral General Contractor Teisil - Empresa de Construções Produtos Products VMZINC, CIN, Gyptec, Amorim Cork, Schreder, Tromilux, Secil, Mesma, Sosoares, Dagol, Saint-Gobain Glass, Onduline, CS Telhas, Somapil, Bosch, Liftech
Fotografia Photos Luis Ferreira Alves

Arquiteto Architect Paul Kaloustian Studio
Colaboradores Collaborators Project Leader: Shoghag Ohannessian
Equipa Team Viken Khatcherian - Nathalie Fatte – Giulia Brembilla
Data Date 2015 – 2018
Localização Location Debet, Lori Province, Arménia
Cliente Owner COAF (Children Of Armenia Fund) – New York, Garo Armen / Tony Shafrazi
Área Surface 5000 m2
Custo Cost 5 Million USD
Construtor Contractor Kanaka
Estruturas Structural Engineering Tigran Khachiyan
Engenharia Elétrica Electrical Engineer Seta Mangassarian
Engenharia Mecânica Mechanical Engineer Roupen Mangassarian
Água e Esgostos Water Supply & Sewage System Roupen Mangassarian
Paisagismo Landscaping Paul Kaloustian Studio
Fotografia Photos Leva Saudargaite Paul Kaloustian Studio

Arquitetura Architecture Eduardo Souto de Moura
Datas do Projeto Project Dates 2011-2014
Datas da Construção Construction Dates 2011-2018
Localização Location Foz do Tua, Alijó, Douro, Portugal
Cliente Owner EDP
Colaboradores Colaborattors Tiago Figueiredo (coordenador), Elisa Lindade, Diogo Guimarães, Filipa Biscaínho, Daniel de Castro
Engª de Estruturas Structural Engineering EDP+Coba
Electricidade Electrical Engineering EDP+GPIC
Engª.Inst.Mecânicas Mechanical Engineering EDP
Engº.Inst.Hidráulicas Hydraulic Engineering EDP
Construtor Contractor Somague + Mota Engil
Fiscalização Supervision FASE
Fotografia Photos Luis Ferreira Alves

A Fortaleza de Peniche é matéria para a definição deste projecto de arquitectura do Museu Nacional da Resistência e Liberdade. É igualmente o mote para repensar o espaço público e o seu lugar na contemporaneidade.
Durante a sua utilização no Estado Novo, a Fortaleza de Peniche testemunhou uma política de aniquilação de espaço público por via salazarista, em que a troca de ideias e a liberdade de expressão, definidoras em si mesmas da própria ideia de espaço público, eram forçadamente restringidas. Repensar este legado e passado — não pretendendo apagá-lo, mas antes evidenciá-lo — foi a base para o projecto de arquitectura e programa museológico.
Como nos referiu José Gil, “o salazarismo foi varrido da história pelo 25 de Abril, mas ficou sempre no limbo, como uma enorme sombra de que, afinal, não nos desfizemos (porque o recalcámos). Uma sombra à espera de melhores dias, para ajustar contas (já que a democracia não ajustou contas com ele).”
Assim, esta proposta para o Museu não procura uma interpretação branqueada e luminosa do 25 de Abril de 1974, nem uma higienização do passado, antes deixando a cada um o olhar e a apreensão do significado do que aconteceu, registando como factos privilegiados os depoimentos directos dos presos políticos, da sua resistência e das suas fugas, que ocorreram ao longo do tempo.
A intervenção arquitectónica baseia-se na manutenção das principais estruturas existentes, identificando a sua adequabilidade e propondo as alterações necessárias à sua adaptação ao programa funcional pretendido para o Museu. Sempre que possível, mantêm-se os elementos que caracterizam os diferentes espaços da fortaleza e da prisão, procurando não só a preservação das construções, mas também do ambiente e da memória inerentes na perspectiva da sua valorização patrimonial.
A identidade do Museu. (…)
The Fortaleza de Peniche (Peniche Fortress) is the subject that defines this architecture project for the National Museum of Resistance and Liberty. Simultaneously, it is the reason to rethink the theme of public space and its place in contemporaneity. During it’s functioning in the dictatorial government era (Estado Novo), the Fortaleza de Peniche witnessed a politic annihilation of the public space through the dictatorship (Salazarism), in which the exchange of ideas and freedom of speech, which are self-defining ideas of “public-space”, were restricted by the use of force. To rethink this legacy and past, not intending to erase it, but emphasizing it, was the base for the architecture project and the museum programme. As José Gil referred to us, “the Salazarism was extinct from history by April 25, but stood forever in the limbo, as a huge shadow with which we didn’t part (because we repressed it). A shadow waiting for better future, for a ‘reckoning’ (since the democracy hasn’t done it).” The architectural intervention bases itself on the maintenance of the main existing structures, identifying their adequacy and proposing the necessary changes in order to adapt to the intended function as a Museum. Whenever possible, the elements that characterize the different spaces of the fortress and the prison were preserved, searching not only the preservation of its constructions, but also their environment and inner memories, in order to keep its patrimonial value.(…)

A Fortaleza de Peniche é matéria para a definição deste projeto de arquitetura do Museu Nacional da Resistência e Liberdade. É igualmente o mote para repensar o espaço público e o seu lugar na contemporaneidade.
Durante a sua utilização no Estado Novo, a Fortaleza de Peniche testemunhou uma política de aniquilação de espaço público por via salazarista, em que a troca de ideias e a liberdade de expressão, definidoras em si mesmas da própria ideia de espaço público, eram forçadamente restringidas. Repensar este legado e passado — não pretendendo apagá-lo, mas antes evidenciá-lo — foi a base para o projeto de arquitetura e programa museológico.
Como nos referiu José Gil, “o salazarismo foi varrido da história pelo 25 de Abril, mas ficou sempre no limbo, como uma enorme sombra de que, afinal, não nos desfizemos (porque o recalcámos). Uma sombra à espera de melhores dias, para ajustar contas (já que a democracia não ajustou contas com ele).”
Assim, esta proposta para o Museu não procura uma interpretação branqueada e luminosa do 25 de Abril de 1974, nem uma higienização do passado, antes deixando a cada um o olhar e a apreensão do significado do que aconteceu, registando como factos privilegiados os depoimentos diretos dos presos políticos, da sua resistência e das suas fugas, que ocorreram ao longo do tempo.
A intervenção arquitetónica baseia-se na manutenção das principais estruturas existentes, identificando a sua adequabilidade e propondo as alterações necessárias à sua adaptação ao programa funcional pretendido para o Museu. Sempre que possível, mantêm-se os elementos que caracterizam os diferentes espaços da fortaleza e da prisão, procurando não só a preservação das construções, mas também do ambiente e da memória inerentes na perspetiva da sua valorização patrimonial. (…)
The Fortaleza de Peniche (Peniche Fortress) is the subject that defines this architecture project for the National Museum of Resistance and Liberty. Simultaneously, it is the reason to rethink the theme of public space and its place in contemporaneity. During it’s functioning in the dictatorial government era (Estado Novo), the Fortaleza de Peniche witnessed a politic annihilation of the public space through the dictatorship (Salazarism), in which the exchange of ideas and freedom of speech, which are self-defining ideas of “public-space”, were restricted by the use of force. To rethink this legacy and past, not intending to erase it, but emphasizing it, was the base for the architecture project and the museum programme. As José Gil referred to us, “the Salazarism was extinct from history by April 25, but stood forever in the limbo, as a huge shadow with which we didn’t part (because we repressed it). A shadow waiting for better future, for a ‘reckoning’ (since the democracy hasn’t done it).” The architectural intervention bases itself on the maintenance of the main existing structures, identifying their adequacy and proposing the necessary changes in order to adapt to the intended function as a Museum. Whenever possible, the elements that characterize the different spaces of the fortress and the prison were preserved, searching not only the preservation of its constructions, but also their environment and inner memories, in order to keep its patrimonial value.(…)


Dono da obraOwner Cabido da Sé Patriarcal de Lisboa / DGPC – Ministério da Cultura
Data projetoProject date 2012/2016
Arquitetura e coordenaçãoArquitecture and coordination Adalberto Dias
ColaboraçãoCollaborators Adalberto Silva Dias , André Marques, Arménio Teixeira, Flávio Carvalho Nuno Rocha, Tereza Vaz
Fundações e estruturaFoundations and structure Aníbal Costa / Gepectrofa
Inst. e equip. electro-mecânicosEngeneering Niluft
Inst. e equip. elétricos e telecomunicaçõesEngeneering GPIC
Inst. e equip. de águas e saneamentoWater supply and sewer system Gepectrofa
PaisagismoLandscaping NPK
FotografiaPhotos arquivo do autor


Coordenação geral do projectoGeneral project management João Carlos dos Santos, arq. (DGPC)
Projecto de arquitecturaArchitecture João Carlos dos Santos, arq. (DGPC)
ColaboraçãoCollaborator Jorge Carvalheira, arq.
Projeto de estabilidadeStability project Bruno Afonso, eng. (DGPC)
Projeto de eletricidade e instalações de telecomunicações e segurançaElectricity, telecommunications and security installation project Nuno Miguel Mendes Tomás, eng. (DGPC)
Projeto de avacAir conditioning and ventilation project António João do Amaral Domingos Rocha, eng. (DGPC)
Projeto de instalações de águas e esgotosSewer and water supply António João do Amaral Domingos Rocha, eng. (DGPC)
Projeto de segurança contra incêndiosFire safety project José Gonçalves, eng. ((DGPC)
Medições e orçamento de arquiteturaMesurement and architectura buget Júlio Antunes, eng. (DGPC)
Ano de projetoProject date 2017
ObraWork 2018
Dono de obraClient Direção Geral do Património Cultural (DGPC)
FiscalizaçãoSupervision Elizabeth Carvalheira, eng. (DGPC)
Empreiteiro geralGeneralcontractor Lusecon Lda.
Imagem 3d3d images José Pedro Costa
Tratamento gráfico dos desenhos de projetoGraphic design Gonçalo de Albuquerque Guimarães, arq.
FotografiaPhotos José Ruas (DGPC)


(…) O projeto de restauro e valorização do Palácio Nacional da Ajuda inclui o remate da ala Poente e a instalação, nesta ala, da exposição permanente do Tesouro Real. Com este projeto não se pretende edificar a volumetria correspondente à versão reduzida do Palácio do projeto do Arq. António Francisco Rosa (1821), com uma arquitetura de conceção simétrica, onde os torreões assumem um papel determinante na composição dos alçados e que obrigaria necessariamente a alterar o perfil e desenho da Calçada da Ajuda, mas assumir uma implantação que vai respeitar os limites atuais da massa edificada do palácio, e a sua relação com a envolvente próxima, coexistindo com o traçado da Calçada da Ajuda e com o Jardim das Damas.
Propõem-se operações de completamento cirúrgico das partes inacabadas por analogia com a construção existente, e justificadas por razões de unidade de leitura, e a adição de um novo volume de remate a poente com uma linguagem não mimética, conforme o preconizado nas cartas e convenções internacionais sobre património. Nos vãos existentes no pátio, a ausência de caixilharias tradicionais permite enfatizar o caráter inacabado da construção e perdurar no tempo as memórias e a história do palácio.
Serão restauradas todas as preexistências com valor patrimonial. O acesso à exposição do Tesouro Real faz-se através da arcada existente que funcionará como rótula de início e final da visita, através das duas portas (norte e sul) existentes neste espaço.
A nova fachada Poente, com desenho e expressão contemporânea, procura restituir a unidade de leitura do conjunto. É utilizada uma composição formal, com referências aos alçados pré existentes, onde se enfatizam as linhas verticais e horizontais, acentuando a marcação da leitura dos estágios das fachadas existentes, que se materializam em diferentes planos das lâminas verticais. São ainda utilizados dois corpos laterais mais elevados, com perfil e altura idêntica à dos torreões norte e sul da fachada Este, essenciais para o equilíbrio do conjunto. (…)
The project of restoration and valorization of Ajuda National Palace includes the auction of the West Wing and the installation in this wing of the permanent exhibition of the Royal Treasury. This project does not intend to build the volumetry corresponding to the reduced version of the Palace of the project by António Francisco Rosa (1821), with an architecture of symmetrical design, where the turrets play a decisive role in the composition of the elevations and that would necessarily to change the profile and design of the Calçada da Ajuda, but to assume an implantation that will respect the current limits of the built mass of the palace, and its relation with the surrounding surroundings, coexisting with the layout of the Calçada da Ajuda and the Jardim das Damas.
Surgical completion of the unfinished parts is proposed by analogy with the existing construction and justified for reasons of unity of reading and the addition of a new volume of finishing to the west with a non-mimetic language, as recommended in the letters and conventions heritage. In the existing spans of the courtyard, the absence of traditional window frames makes it possible to emphasize the unfinished character of the building and to preserve in time the memories and history of the palace.
All pre-existences with patrimonial value will be restored. Access to the exhibition of the Royal Treasure takes place through the existing archway that will function as a patella at the beginning and end of the visit, through the two doors (north and south) in this space.
The new west façade, with contemporary design and expression, seeks to restore the unit’s reading comprehension. A formal composition is used, with references to pre-existing elevations, where the vertical and horizontal lines are emphasized, emphasizing the marking of the reading of the stages of the existing façades, which materialize in different planes of the vertical blades. Two higher lateral bodies are also used, with a profile and height similar to that of the north and south towers of the east façade, essential for the balance of the whole. (...)