arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Projectos

MOOV

Iniciativa «Bairros Críticos», Vale da Amoreira, Cova da Moura, Lagarteiro

Arquitectura: MOOV
Conceito e implementação: António Louro e José Niza
Promotor: Direcção Geral das Artes
Iniciativa: IHRU - Instituto Habitação e Reabilitação Urbana
Data: 2009

Iniciativa Bairros Críticos é um programa especial de intervenção com diversos parceiros institucionais que visa o desenvolvimento de soluções para territórios urbanos que apresentam características de vulnerabilidade crítica. Actualmente o projecto incide, de forma experimental, em três bairros: Cova da Moura (Amadora), Lagarteiro (Porto) e Vale da Amoreira (Moita).
Os MOOV, através da D.G. Artes - parceira na iniciativa - foram convidados a criar intervenções artísticas para os espaços públicos destes três bairros.
A priori, foi decidido o desenvolvimento de intervenções que contribuíssem para a intensificação socioeconómica dos bairros, aumentando, deste modo, a sua relevância e impacto nos territórios. As visitas aos bairros revelaram características sociais e morfológicas totalmente distintas dando origem a propostas bastante diferenciadas para cada local de modo a tornar as intervenções adaptadas à realidade encontrada e reforçar o sentido de originalidade e identidade de cada comunidade.
As três ideias aqui apresentadas estão, actualmente, em discussão com as entidades a actuar no terreno, bem como, com as comunidades locais num processo participativo que irá moldar a forma final da intervenção a implementar em cada bairro.

MOOV + Benedetta Maxia

«Kitchain», Fribourg

Autores: MOOV + Benedetta Maxia
Conceito e design: António Louro (MOOV), Benedetta Maxia
Coordenação e produção: Belluard Bollwerk Internacional, Patrick Aumann, Adrian Kramp, Oliver Schmid
Chefs: Maité Colin, Arnaud Nicod, Jean Piguet
Desenho gráfico: René Walker, António Louro, Benedetta Maxia
Blog Interface: António Louro, Benedetta Maxia
Implementação blog: José Niza (MOOV), Nuno Rodrigues
Dimensão: 600 m²
Data: 2009
Website: www.kitchain.net

O ritual de cozinhar e comer foi sempre um grande detonador da socialização e da troca de ideias, especialmente num evento como o BBI Festival que para além da sua programação artística aspira a criar uma comunidade temporária de artistas e público.
Para amplificar esta ideia de encontro social, foi desenhado um sistema de cozinha - KITCHAIN - que convida as pessoas, através das suas acções, a transformar todo o espaço numa imensa cozinha onde cada um pode decidir em cada dia entre um papel activo ou passivo: activo porque pode fazer a sua própria refeição; passivo porque pode optar por observar os cozinheiros profissionais em acção e provar as suas iguarias.
KITCHAIN é um sistema de mesas modular, inspirado em equipamento de campismo, que pode ser facilmente assemblado numa estrutura para refeições, para estar ou para cozinha. A sua flexibilidade permite ao Festival criar inúmeros layouts e renovar anualmente o conceito do espaço. Ao mesmo tempo, a cor e a forma dos elementos dá à cozinha do Festival uma imagem reconhecível através dos anos.

Arquitectos Anónimos®

Casa CORK, Esposende

Promotor: Maria Helena Ramos
Consultor engenharia: Ricardo Fonseca, Luís Fernandes e Luís Gonçalves
Área de construção: 288m²
Data: 2004-2007
Fotografia: Ivo Canelas

Um processo inusual, no qual o cliente nos convenceu ser possível construir com um orçamento tão restrito. Pela sua tese o tempo mostraria que o limite orçamental não seria tão inibidor. Na condição extinta de representante do núcleo duro da família, empenhou-se na substituição de uma construção obsoleta pela "cork", conseguindo uma nova sede - o ponto de encontro de todos nos períodos de férias. A implantação foi resolvida por afectividade. A orientação, pela exclusão de partes; consegue a maior privacidade possível, dado estar eliminada a possibilidade de construção a sul.
Desligado de retórica, atalhou para os pontos de concórdia num processo participado pelas quatro filhas (casadas) e cônjuges, de forma a elaborar um enunciado sólido, que tardou entre as dez personalidades vincadas. Tendencialmente evocativa de uma estrutura mais impessoal, para o universo "casa", serve de embalagem (tolerada) a essas personalidades, sem cair na tentação de algo que se assemelhasse a um hotel de família.
A sujeição a condições subjacentes à variação da pequena comunidade, formaliza um interior quase trabalhado no tosco: um sistema simplificado de divisórias leves em painel de madeira reciclada com cimento, carpintarias standard, tectos com laje à vista e pavimentos pintados.
Pelo exterior, um denso revestimento de bloco de aglomerado de cortiça envolve a totalidade do volume, declarando uma distância amigável: estranha à envolvente construída, amena e familiar aos terrenos cultivados em redor, que adoptámos enquanto paisagismo vivo. Em vez de plantarmos arbustos ou belas flores ornamentais dispendemos bastante energia convencendo que valeria a pena fazer as pazes com o campo lavrado, a mata e o grande limoal. A nossa proposta paisagista foi: podar, limpar, lavrar e tratar.
As portadas perfuradas, que conseguem uma ventilação muito eficaz, encerram todos os vãos filtrando a luz natural, reforçando uma aparência fortificada e tornando difícil a percepção se a casa está ocupada ou desabitada. A porta de "entrada" desaparece ao fundir-se com o portão de fole da garagem.
Já lhe arranjaram muitos "nick names": pavilhão, a cortiça, o abrigo. Não deixa por isso, de ser uma casa. Portuguesa de certeza: nas alvenarias de bloco de argila expandida, nos elementos pré-esforçados, no painel de madeira reciclada, no bloco de cortiça e caixilharias de alumínio, tudo de produção nacional.
"Cork" acolhe a causa ambiental, acreditando também que o acto mais cimeiro de ambientalismo é a disciplina orçamental.

Arquitectos Anónimos®

Casa FFAT, Vila Nova Gaia

Promotor: Fernando Afonso e Fátima Cardoso
Engenharia: Paulo Lima e Manuel Branco Leite
Área de contrução: 270m²
Data de projecto: 2004-2007
Fotografia: Abel Andrade

A parcela, exceptuando a sua posição mais elevada relativamente ao nível do mar, não tem outras condicionantes que de uma forma clara inspirem o desenho do projecto. A topografia, quase plana, confirma isso mesmo; mas ajudou a fixar uma ideia forte. Foram dois os critérios que conduziram à proposta final (e que materializa uma arquitectura que decidimos chamar hiper-local): 1. geométrico, que entendendo as condicionantes urbanísticas subjacentes ao loteamento em benefício do projecto inicia o desenvolvimento do mesmo; 2. que a partir do primeiro manipula os espaços resultantes tentando melhorar a sua qualidade e estabelecer sequências de relação entre o espaço interior e o exterior. As condicionantes da dimensão da parcela, a relação com os edifícios vizinhos, a proximidade e visualização do mar, a procura da melhor exposição solar, são princípios que ajudaram a obter um volume ideal que deve ser capaz, em condições de qualidade funcional e espacial, de albergar a proposta-programa.
Estabelecido este ponto de partida, abstracto e útil, o desenvolvimento posterior passa por explorar as condições da habitação em secção e os volumes obtidos. A zona que alberga os usos comuns, cozinha-sala, vive da relação com o exterior, reservando os espaços de repouso-dormir, estudo-biblioteca, no piso superior.
O objectivo é maximizar a área exterior, construindo um volume compacto em dois pisos. As salas são contíguas formando um espaço unitário bem iluminado, com dupla altura junto à entrada. A cave surge como a zona auxiliar de serviços e estacionamento automóvel, com iluminação e ventilação naturais.
O que se torna mais pertinente nesta experiência não será a condição ou reacção ao lugar, como tantos outros, mas o fluxo para um lugar-corpo, o objecto como lugar = a habitação como lugar; ela e o mar. Numa estratégia que tende a colocar a arquitectura num contexto mais topográfico que geográfico, uma ideia que opera sobre um contexto social ou material, o do cliente, numa forma específica, a do programa sugerido

Arquitectos Anónimos®

Villa FORNEA, Belmonte

Arquitectura: Arquitectos Anónimos® com Hugo Reis e Nicolau Ribas.
Promotor: Arqueohoje, Lda.
Arqueologia: Arqueohoje, Lda.
Área de construção: 800m2
Data de projecto: 2009
Imagens 3D: Arquitectos Anónimos®.

As ruínas são o final da arquitectura; surpreendentemente poderão ser também o seu princípio.
São uma espécie de estado limite quase extinção do artificial que tendeu a acomodar-se e pacificar-se com o seu destino e contextos imprevistos; não se conhecem ruínas em cólera, que despertem sentimentos inflamados ou a indiferença. As ruínas, se o são, estão todas bem. Sendo acidentais, não se podem ou conseguem projectar, completar, acabar, simular ou sequer imitar, reproduzir e tansportar - são templos do tempo.
A directriz de abordagem determina um método no qual o processo de morfogenese (obtenção da forma) não se submete unicamente à pressão e preocupação das clássicos condicionantes da arquitectura, tais como do pensamento do projectista, as questões do orçamento para construção, ambientais, sociais, de programa, etc.
Nesse sentido adoptámos uma estratégia de form finding na qual o resultado formal é uma geometria imprevisível induzida pelo processo de exploração, sem restrições ou submissão a factores circunstanciais. Um antídoto contra resultados preconcebidos. Estabeleceu-se um universo limite, caixa virtual (33x33m) onde se inscreve a parte de ruína que impreterivelmente deveria ser protegida dos elementos; a ala poente de aposentos da vila romana (latrinas, balneários e lagar de vinho).
Dentro desse contentor físico e processual desenvolveu-se a procura feita à custa de fitas de polipropileno cuja largura representa abstractamente o pé direito pretendido. Apenas seguindo e registando o comportamento das curvaturas das fitas quando comprimidas ou soltas. Uma série de pontos fixos adicionados como tolerantes ao contacto de estrutura com o solo foram controlando e impondo limites à configuração natural originada pela resistência do material.
Um método cuidado e ponderado de produzir e condicionar acidentes pode reduzir a distância entre as coisas naturais e as artificiais numa nova existência que não receia por isso a clareza do artifício na sua natureza interna.
A resultante docil na acumulação de silhuetas configura um volume multidireccional ao contrário da rígida concepção "cardus decumanus" descomprometendo-se de qualquer intenção, de sugestão ou percepção da ruina e sua interpretação. Far-se á no futuro pelo conteúdo museológico.
Fica a impressão que importa incutir de um edifício quase reduzido a estrutura - na conquista de um estatuto ambíguo de visitante permanente. Um forte elo entre arquitectura e imagem de ruína que se projecta num sistema mutualista e de reforço de memória.

Kaputt!

Torre Reciclarte - Festival Alive 07, Algés, Lisboa

Arquitectura: Kaputt! (Sérgio Antunes, Irene Bonacchi, Ana Brütt, Sofia Reis Couto, Rita Ferreira, Horácio Guedes, Kirill de Lancastre Jedenov, Filipe Moreira, Manuel Ribeiro).
Cliente: Optimus
Estrutura: Agustín Muñoz
Data: Junho 2007
Fotografia: Kaputt! e Rui Aguiar


O projecto da Torre Reciclarte foi a resposta a um convite dos designers The Studio, responsáveis em 2007 pela comunicação do Festival Optimus Alive. Aquele foi o ano dos White Stripes, dos Beastie Boys e dos Nigga Poison.
O evento foi concebido como uma comemoração de três dias sob o tema da ecologia e arte, e onde para além dos músicos foram convidados a actuar artistas associados à denominada arte urbana - grafitti, stencil, arte digital no espaço público, stickers, etc.
Os The Studio imaginaram a actuação destes artistas à imagem de um concerto rock dos anos 80: grafitters, new grafitters e artistas digitais apareceriam a pairar dez metros acima do público, sob focos intensos e o olhar fascinado de milhares de pessoas.
Para tal foi concebida uma torre de aço com doze metros de altura e revestimento com painéis de fibra de vidro. A estrutura continha vários pontos de apoio para içar e fixar os artistas através de equipamento de escalada. Os painéis de fibra de vidro serviram de suporte a pinturas, esculturas, colagens e projecções.
Nos três dias em que decorreu o evento subiram à torre: Vhils (PT), Mark Jenkins (US), Kuska (PT), Random International (UK), Target (PT), Mar (PT) e Lucy Mclauchlan (UK).

Kaputt!

House of Arts and Culture, Beirute

Arquitectura: Kaputt! (Sérgio Antunes, Irene Bonacchi, Ana Brütt, Sofia Reis Couto, Rita Ferreira, Horácio Guedes, Kirill de Lancastre Jedenov, Filipe Moreira, Manuel Ribeiro, Filipe Alves, Luca Martinucci).
Estruturas: Mário Rui Marques Ferreira
Climatização: Luís Paiva de Andrada
Sustentabilidade: Eloísa Cepinha, Sustentare
Acústica: Rodrigo Tomaz, dBLab
Projecto cénico: Flávio Tirone, Arsuna
Data: 2009

Qaboos bin Said al Said, Sultão da Omã, oferece ao Líbano a sua Casa das Artes e da Cultura. O lote situa-se na downtown de Beirute - a área mais bombardeada pelas guerras.
Como desenhar um edifício que poderá ser bombardeado? Decidimos afastar-nos do imaginário bélico - eximiamente representado por arquitectos locais - e assumir o oposto. Acreditar que se desenharmos uma peça ultra delicada talvez a população sinta que este edifício é algo a proteger, e diga: "Por favor não bombardeiem isto." E que este simples gesto possa ser um passo para a paz. A arquitectura pela paz.
O projecto é desenhado a partir de um único volume: uma casca que inicialmente ocupa toda a superfície do lote e da qual é retirada massa à volta de dois eixos perpendiculares. É assim criado um vazio em cruz que gera quatro espaços exteriores. O centro do vazio e os restantes interiores da casca são ocupados por lâminas em cobre.
A casca, de presença afirmativa, faz a integração do edifício na malha urbana proposta para o sítio. É a diferença de carácter entre estes dois componentes que define a intenção do projecto: a casca periférica em betão branco, pesada e compacta e as finas lâminas de cobre, leves e permeáveis. Materiais resilientes, que irão envelhecer e criar uma patina sem mudar o carácter do edifício ao longo dos tempos. Como o pátio de um Caravanserai: "Uma Alma bonita num Corpo humilde."

Kaputt!

DAST, Modena

Arquitectura: Kaputt! (Sérgio Antunes, Irene Bonacchi, Ana Brütt, Sofia Reis Couto, Rita Ferreira, Horácio Guedes, Kirill de Lancastre Jedenov, Filipe Moreira, Manuel Ribeiro, Filipe Alves, Luca Martinucci)
Concurso: concurso internacional para adaptação de siderurgia a centro cultural e universitário, e plano para a zona urbana envolvente
Data: 2008

O concurso convocado pelo município de Modena solicitava propostas para a recuperação do edifício e da área histórica das Ex-Fonderie.
O edifício das Ex-Fonderie foi construído em 1938 para alojar a actividade metalúrgica das Fundições Reunidas de Modena. Manteve-se em laboração até 1983, mantendo-se desocupado desde então. Este edifício assume-se como exemplar da tradição de arquitectura industrial da região da Emília Romagna, estando associado no imaginário colectivo da comunidade de Modena, aos movimentos operários locais do início do século XX.
Solicitavam-se propostas para a adaptação do edifício de modo a acolher uma Faculdade de Design Industrial e espaços expositivos/museológicos, associados ao património da antiga fundição. Deveriam ser também sugeridas novas actividades que completassem e rentabilizassem este programa, assim como soluções para o ordenamento urbano do contexto imediato ao edifício.
A nossa proposta defendia que a partir da actividade da faculdade fosse criado um centro de competências na área do design industrial. Propunha-se para isso um conjunto de programas capazes de estabelecer a ponte entre a instituição, a rede empresarial da região e a restante comunidade: espaços de serviços, onde pudessem fixar-se laboratórios, pequenas oficinas, ateliês, etc; espaços de comércio e lazer, capazes de acolher cafetarias, restaurantes, lojas e galerias; um cineteatro, para projecções, conferências e congressos; um pequeno hotel, capaz de fornecer a estrutura de acolhimento aos eventos ali promovidos.
Para receber o novo programa propunha-se a ampliação do edifício das Ex-Fonderie através do prolongamento das quatro naves industriais pré-existentes.
Os novos volumes introduzem variações nos materiais e na linguagem das naves industriais originais, - o tijolo maciço, os lanternins, etc. - revelando a sua adaptação às necessidades dos novos usos.
O movimento de prolongamento das naves originais, termina na formação de três edifícios em torre que assinalam, como é tradicional na paisagem da região, o centro urbano.

AUZprojekt

Casa Dr. Reginaldo Spenciere, Labruge, Vila do Conde

Estruturas, Hidráulica, Ventilação, Acústica: Manuel Rui Santos
Electricidade, Telecomunicações, Gás, Segurança contra Incêndios: Francisco Baptista
Domótica: Franklim Morais
Climatização, Geotermia: Fernando Linhares
Arquitectura Paisagista: Cirúrgias Urbanas
Data: 2006-2008
Fotografia: André Ritchie e AUZprojekt

A cozinha e área social foram montadas em cima para usufruir das vistas sobre o mar (e da luz que reflecte); o quarto, do único habitante permanente, é um beliche colocado ao nível do sótão (ainda, mais horizonte); inversão que liberta o nível de entrada para polivalências de fazer arrastar paredes. Pode-se ser quase tudo, no contacto com o terreno, que quis ser duna.
Na praia, somos relaxados e não andamos vestidos, o (traje) tradicional fica descontextualizado. O projecto é essa procura particular que se liberta do pensamento geral, que já não serve (para pensar). Afinal, esta é uma casa para um imigrante, que às vezes pode receber amigos ou familiares.
Alinhamentos, cércea e inclinação são definidos pela construção adjacente, só as varandas prescindem de área, por torção da figura tridimensional fixada na quarta maqueta. A construção (imagem que encontrámos) é um penedo onde vêm ter elementos-materiais soltos, trazidos pelas ondas. Na surpreendente lógica dos destroços sobre a areia.

AUZprojekt

Casa Beiriz, Póvoa de Varzim

Arquitectura: AUZprojekt
Especialidades: Manuel Rui Santos (Estruturas, Hidráulica, Ventilação e Acústica)
Data: 2009

Reconstrução de uma casa rural carregada de memórias de infância. A casa principal é fruto de inúmeros acrescentos ditados pela evolução da família e pelas mais valias trazidas na mala de cartão. À aparente abundância de área corresponde um interior fragmentado, subdividido em várias divisões ligadas por pequenas portas, degraus, muitas vezes só pelo exterior: loja; cozinha, oficina, adega, quartos.... O projecto prevê a criação de uma espaço central, sala/cozinha que une todos os espaços horizontal e verticalmente - com pé-direito duplo. Na eira, a recuperação de um quase inexistente anexo, para casa de hóspedes, que albergará os proprietários durante as obras. Um telheiro para os carros, algumas pavimentações e plantações exteriores completam o projecto.