


Arquitectura: Anne Lacaton & Jean Philippe Vassal com Florian De Pous, Frédéric Hérard, Julien Sage Thomas
Colaboração: Julien Callot, Isidora Meier, Lisa Schmidt-Colinet, David Pradel
Engenharia: Setec Bâtiment (estrutura de betão, fluídos), CESMA (estrutura metálica), E2I (economia), Jourdan (acústica), Vulcanéo (segurança incêndio)
Data: Fevereiro 2009 (conclusão)
Área: 26 837 m2 bruta incluindo:
- área de 19 580 m2 bruta (15 150 m² correspondentes ao programa e 4 430 m² de espaço suplementar de apropriação)
- 5 305 m² terraços exteriores acessíveis
Custo: 17,75 M€ (s/taxas)
Fotografia: Philippe Ruault
A escola de arquitectura marca o seu regresso ao centro de Nantes e assume uma posição estratégica no bairro da nova ilha Beaulieu. O lote, ao longo do Loire, tem uma bonita vista sobre o centro de Nantes. É atravessada por uma nova rua criada pelo plano de desenvolvimento urbano projectado pelo estúdio da Île de Nantes.
Uma escola de arquitectura significa salas de aula, estúdios de projecto, auditórios, uma biblioteca, uma sala de informática, escritórios, uma sala de exposições, workshops, um bar, espaços para as associações, estacionamento... O terreno cobria 5000 m2. O projecto eficiente exigia cerca de 10000m2. Dado o valor real do terreno nesta localização, assim como a particularidade do programa, pensámos que seria sensato tirar partido da capacidade do lote. Para tal, tivemos que multiplicar o espaço de pavimento ao fazer com que os três pisos adicionados e o terraço na cobertura aparentassem e funcionassem como uma extensão do piso térreo. O facto de ter 25000m2 tornou tudo mais fácil.
Esta escola é uma casa Latapie multiplicada por 100 ou 200. Funciona com o mesmo sistema, um máximo de extensão dos pisos que não só faz com que seja possível aumentar a superfície de áreas requeridas pelo programa, mas também dobrá-las através de espaços abertos com múltiplas funções. É acrescentado um volume, equivalente ao pedido no programa, que não tem função específica e que muda e estende a actividade.
Não existe estacionamento subterrâneo. Dado que o local se situa perto do Loire, isso ia significar escavações dispendiosas e impermeabilização num piso de sustentação dispendioso que preferimos evitar de modo a utilizar os recursos noutro lado, por exemplo, na área de pavimento. Libertos de uma laje de betão pesada e restritiva, a superfície do piso segue a mesma inclinação que as ruas de modo a poder ter a mesma capacidade de uso. É sempre no piso 0. A rua urbana atravessa a escola permitindo que a actividade pública se faça através dela.



Arquitectura: José María Sánchez García
Colaboração: Enrique García-Margallo Solo de Zaldivar, Rafael Fernández Caparros, Maribel Torres Gómez, Laura Rojo Valdivielso, Francisco Sánchez García, José García-Margallo, Marta Cabezón, Mafalda Ambrósio, Carmen Leticia Huerta, Marilo Sánchez García.
Arquitectos técnicos: José Luis Periáñez, Pedro Miranda, Fernando Benito Fernández Cabello
Data: Dezembro 2008 (conclusão)
Texto: Estudio José María Sánchez Garcia
Fotografia: Roland Halbe, Consejería de los Jóvenes y del Deporte - Junta de Extremadura
O Centro técnico de Actividades Físico-Desportivas no meio da Natureza, promovido pela Assessoria dos Jovens e do Desporto da Assembleia da Extremadura, está dotado das instalações necessárias para a investigação de novas técnicas e materiais, bem como para a formação de profissionais de modalidades desportivas relacionadas com a natureza.
O projecto está estruturado através de uma geometria em forma de anel, dois círculos concêntricos entre os quais se enlaça toda a diversidade programática do centro e as suas instalações. Este anel adapta-se aos limites legais que nos marca a cota não inundável (387m). Esta forma geométrica perfeita preserva no interior toda a paisagem a conservar da península. É um círculo mágico, deixando ao exterior toda a acção, as actividades e o movimento; e ao interior o descanso, a observação e a reflexão.
O anel é o mais respeitador possível do local, evitando barreiras visuais e físicas e integrando-se num ambiente de grande valor ambiental e paisagístico com a maior neutralidade possível. Levanta-se do nível do solo, flutuando sobre o mesmo, sem modificar apenas a topografia, reduzindo os pontos de contacto com o terreno ao mínimo, comunicando e criando visibilidade entre o espaço exterior e interior. A diferenciação visual entre o dentro e o fora produz-se por uma linha de sobra por baixo do edifício, que varia com o decorrer do dia. Entre o anel e o terreno, nessa franja de sombra, criam-se uma série de espaços ao ar livre, mas resguardados pelo anel, espaços de actividade e ensaio.
A planta circular de distribuição de sete metros e duzentos metros de diâmetro pressupõe uma intervenção delicada dentro da península, possibilitando o percurso adaptado a diferentes níveis, na cota do piso principal e na cota da cobertura. Ao se colocar o edifício nas margens da península possibilita-se a visibilidade para a água e cria-se uma zona de afectação e de margem fluvial em frente a cada parte do programa, permitindo-se assim um melhor desenvolvimento de cada actividade específica.
Por outro lado, a eleição do material de fachada, o aço inoxidável, faz com que o edifício capte as cores e a luz das diferentes estações e momentos do dia, desmaterializando-se e integrando-se com o seu meio envolvente.
Esta fachada dupla ventilada é feita com elementos pré-fabricados de aço. A camada exterior resolve-se com uma peça de 50cm de largura e 240cm de altura pregada com acabamento em aço inoxidável, (sistema encaixe=escama). A reduzida dimensão desta peça, em forma de escama, permite que se adapte perfeitamente à curvatura do anel. As aberturas, por supressão destas escamas, resolvem a ventilação e a iluminação, têm caixilharias de aço.
O tempo de execução da obra do Centro Técnico foi de cinco meses, entendendo-se a obra mais como uma montagem de peças do que como construção maciça, como se o edifício fosse um grande Lego. Isto foi conseguido graças a uma sistematização da estrutura de aço e uma homogeneização dos sistemas construtivos em todo o projecto.



Arquitectura: Diébédo Francis Kéré
Cliente: Comunidade Aldeã de Gando
Área: 526 m²
Custo: 35,000 US dollar
Data: 2001; 2008
Texto: Kere Architecture
Fotografia: Erik Jan Ouwerker
(...)
"Passo a passo: Edifícios Sustentáveis para África"
A motivação profunda do arquitecto nos seus projectos é a promoção da arquitectura moderna e sustentável em África. Como alguém da comunidade rural africana, com mais de 80% da população iletrada, que teve oportunidade de ter acesso a uma educação superior na Europa, Francis Kéré encara como um dever utilizar as suas capacidades para o benefício do povo do seu continente natal.
Todas as crianças do mundo estão cheias de criatividade. O que as crianças precisam para usar o seu potencial é educação. Estou convencido que com a provisão de uma arquitectura inteligente este potencial pode ser atingido. É isso que estou a tentar fazer. (Francis Kéré)
Para atingir a sustentabilidade, os projectos baseiam-se nos princípios de projecto para um conforto climático com construção de baixo custo, tirando o melhor partido de materiais locais e do potencial da comunidade local, e adaptando a tecnologia do mundo industrializado de forma simples. Com a sua primeira escola em Gando, ensinou a população local a refinar o barro e materiais locais, e como diferentes técnicas de construção poderiam melhorar a sua performance. Assim, as pessoas instruídas que trabalharam na construção tornar-se-ão capazes de levar a cabo a construção dos seus próprios projectos de construção sem a necessidade de ajuda exterior. Pouco depois da inauguração, a escola tem mais de 280 alunos de Gando e aldeias circundantes, o que fez com que fosse obrigatória uma extensão. Entretanto, completa-se o complexo escolar da aldeia com habitação para os professores e uma enfermaria.
Os objectivos de Francis Kéré são aumentar a utilização e desenvolvimento de técnicas de construção tradicionais, entre as comunidades locais, e desenvolver métodos inovadores e soluções de construção para condições climáticas extremas. Os seus projectos são reconhecidos mundialmente. No ano 2004 ganhou o prémio de arquitectura Aga Khan pela escola primária na sua aldeia natal, Gando.



Arquitectura: ateliermob - arquitectura, design e urbanismo lda.
[Obra] Tiago Mota Saraiva, Nuno Carvalho, Andreia Salavessa, Raquel Capelo com Carolina Condeço, Nuno Ferreira e Vera João [Projecto] Tiago Mota Saraiva, Nuno Carvalho, João Ribeiro, João Ferrão com Sónia Oliveira.
Especialidades: Pereira Pinto, Estabilidade; Grade Ribeiro, Águas e Esgotos; Campos Carvalho, Iluminação, Telecomunicações e Segurança.
Promotor: Câmara Municipal de Loures
Coordenação Plano: CMLoures - [Obra] Alfaro Martins [Projecto] Ana Lúcia Abreu
Texto: Ateliermob
Fotografia: João Morgado
A fundação do lugar remonta ao tempo dos Romanos mas foi com o crescimento de importância da indústria, associada à cerâmica, que a vila de Sacavém se consolidou. Contudo, a sua proximidade de Lisboa, a dissipação da indústria e consequente deslocalização do trabalho e o aumento exponencial de população transformou-a em cidade retirando-lhe referências urbanas.
No final da década de 90, a Câmara Municipal de Loures, iniciou um ambicioso plano de requalificação de Sacavém a partir de vários centros, sendo que um dos quais, seria o eixo viário principal, a Av. do Estado da Índia. A nossa tarefa seria desenvolver os projectos de três intervenções nos espaços entre edifícios, anteriormente sem desenho e desqualificados.
A partir da compreensão das principais dinâmicas urbanas, do plano ao local, e ainda que os três espaços contivessem diferentes programas, entendeu-se necessário introduzir uma linguagem comum, como se os três elementos fizessem parte da mesma família. As diferentes intervenções deveriam servir como elementos referenciadores, evitando ser mais um elemento na turbulência do contexto urbano pré-existente.
Desta forma procurou-se desenhar as três intervenções a partir do lema: "nada de novo debaixo do sol".
O processo de desenho começou pela ideia de se interpretar a cobertura, o quinto alçado, como o elemento referenciador e determinante na ideia de familiaridade. As superfícies facetadas adaptar-se-iam às diferentes topografias reforçando a identidade comum.
O edifício da cafetaria e o da tabacaria (não construído) são semelhantes. Implantados no topo de um espaço público desenhado entre edifícios, estes dois edifícios estão no centro de dois acessos verticais à rua a tardoz, de cota mais elevada. Tendo em conta que parte do edifício estaria enterrado e de modo a não utilizar qualquer instrumento de ventilação forçada e/ou ar condicionado, optou-se por destacar o edifício do muro de suporte, criando-se um pequeno espaço vazio a Norte para ventilação cruzada e iluminação natural difusa. A entrada de luz a norte, é enfatizada pela aplicação de um revestimento cerâmico colorido, cujas matizes se vão alterando ao longo do dia e do período do ano.
A terceira intervenção é uma estrutura de sombreamento implantada no ponto alto da praça pedonal que se encontra sobre um parque de estacionamento enterrado. Neste caso, os três planos facetados da cobertura são estruturados por cinco paredes e desmaterializados a partir de uma malha de perfurações.
Num contexto de identidades pouco claras, a imagem icónica da grande superfície perfurada acrescenta uma identidade ao local. O betão aparente e o seu envelhecimento, remetem para um passado recente em que as fachadas dos edifícios contíguos ainda não tinha sido pintados.
Para o ateliermob, este projecto assume especial relevância por ser a primeira obra pública construída.



Arquitectura: 2012Architecten
Design e Arquitectos Projectistas: Jan Jongert, Jeroen Bergsma
Colaboração: John Bosma, Frank Feder; Tanja Lina, Wojtek Witek, Carolien Karamann (estagiários); Iris de Kievith, Petra Jutten (interiores); Jos de Krieger (3D)
Arquitectura de interiores: 2012Architecten
Programa: Uma casa confortável, com espaço para exposição de obras de arte e estadia de visitantes
Data: Novembro 2005 - Novembro 2009
Área bruta: 270m²
Volume bruto: 1200m³
Custos: 900.000 € = 3.333 €/m²
Texto: 2012Architecten
Fotografia: Allard van der Hoek
A casa foi projectada para um casal que tem uma colecção de desenhos e arte gráfica de artistas contemporâneos. Tem dois quartos, um quarto de hóspedes, um estúdio/cozinha e um vestíbulo grande. O local onde estão as obras de arte moldam o núcleo desta casa. Os diferentes espaços da casa são formados por superfícies que se estendem a partir de um elemento central. Estas superfícies tornam-se nas paredes onde estão dispostas as obras de arte. A estrutura principal é feita de perfis de aço que antes constituiram uma máquina para produção têxtil, uma indústria, outrora, muito importante na região. No interior, reutilizámos um elevador local. A fachada é revestida com tábuas de madeira de bobines de cabos, abundantes e redundantes, recolhidas numa fábrica local de cabos. As 1000 bobines de cabo providenciaram material suficiente para a fachada e para as paredes interiores.
Influências: Superuse, reutilização de materiais residuais locais
Superuse: o projecto consiste no uso de 60 % de materiais reciclados (estrutura de aço, revestimento de madeira, pavimento e construção, isolamento PS)



Arquitectura: TRIPTYQUE - Greg Bousquet, Carolina Bueno, Guillaume Sibaud e Olivier Raffaelli
Chefe de Projecto: Tiago Guimarães
Colaboração: Laura Bigliassi, Isabella Gebara, Tiago Guimarães, Felipe Hess, Flavio Miranda, Renata Pedrosa, Filipe Troncon (Arquitectos - BR), Bob Van den Brande (Arquitecto/Engenheiro - BE), Marc Roca Bravo (Arquitecto estagiário - ES) e Bruno Simões (Arquitecto Fotógrafo - BR)
Arquitectura paisagista: Peter Webb
Área: 1100 m²
Datas: 2007 - 2008
Texto: TRIPTYQUE
Fotografia: Nelson Kon / Beto Consorte
O projecto está localizado na Rua Harmonia, num bairro da zona oeste de São Paulo, onde a vida artística e a criatividade se conjugam facilmente, onde galerias e paredes se misturam, funcionando como um palco para novas formas expressão. O beco em frente ao edifício é um exemplo - o seu grafitti apresenta um conceito de experimentação que flui desde a rua até à construção.
Tal como um organismo vivo, o edifício respira, transpira e modifica-se, transcendendo a sua inércia. As paredes externas estão cobertas por uma espessa camada vegetal que funciona como pele da estrutura. Esta densa parede é feita de um betãoorgânico poroso, onde crescem várias espécies de plantas, dando às fachadas um aspecto único.
Esta grande máquina, onde as águas da chuva e do solo são drenadas, tratadas e reutilizados,forma um complexo ecossistema no local. Tal como na teoria da Deleuze, este ecossistema é um universo multifuncional constituído por várias máquinas interligadas.
As infraestruturas estão expostas nas fachadas, enquanto os espaços interiores estão bem acabados com limpas e luminosas superfícies, como se a construção fosse de dentro para fora. Os gasodutos que servem todo o edifício - assim como as bombas de água e o sistema de tratamento - estão à vista sobre as paredes exteriores, abraçando-as como veias e artérias de um corpo.
O edifício é como uma base neutra, cinzenta, esculpida e deformada. A estética é um resultado do processo - a estrutura é áspera e tem uma elegância primitiva - um reflexo da actual preocupação com as questões ambientais e de investigação de novas formas de intervenção.
O seu volume é bastante simples, mas também notável: dois grandes blocos de vegetação estão ligados por uma passarela metálica, cortados por janelas e varandas de betão e vidro. Entre os blocos abre-se uma praça interna, que funciona como um local de encontro.
As varandas estão espalhados em cada andar, criando um jogo visual entre os volumes, de luz e de transparência nos espaços internos.
O bloco frontal está completamente suspenso, sobre pilotis, enquanto que o bloco de trás é sólido, complementado no seu topo por um volume lembrando uma casa de pássaros.
Mais uma vez, como um organismo vivo, as suas janelas abrem-se para o exterior com os seus lábios de betão e peças cortadas dos principais volumes como terraços, em diferentes pontos, como olhos olhando a cidade a partir de vários pontos de vista, ao mesmo tempo que uma gigante boca de betão convida os automóveis a serem engolidos para o interior do edifício.
O resultado do conjunto é um edifício excepcional que apresenta uma nova perspectiva de "arquitetura verde".



Arquitectura: Carlos Castanheira e Clara Bastai, Arqtos Lda.
Colaboração: Pedro Carvalho, João Figueiredo (3D)
Estruturas: HDP, Gabinete de serviços e projectos de engenharia civil, Lda, CONCILIARUM, Projectos e soluções de engenharia, Lda.
Data: 2005 - 2008
Área: 8.700 m2 (lote); 190 m2 (implantação)
Texto: Carlos Castanheira, Agosto de 2008
Fotografia: FG + SG - Fotografia de Arquitectura / www.ultimasreportagens.com
A ideia está no sítio, foi dito, afirmado, escrito e é verdade.
Não só a ideia como o nome advêm do sítio.
Adpropeixe, quase parece um nome saído de um livro do Ásterix, é um local do Parque Natural do Gerês, da freguesia de Vilar da Veiga e concelho de Terras de Bouro. Fica ali mesmo à borda de água depois de passar as pontes e pouco antes de chegar ao Gerês, às Termas.
Mais fácil chegar de barco do que por terra ou monte, o local é único e única teria que ser a resposta à encomenda, específica; uma casa de Madeira.
O cliente, apaixonado do Gerês, da albufeira, da água, procurava um local onde comprar, de preferência construir, casa.
Depois de uma longa procura surgiu a hipótese de compra de um terreno onde, em tempos, antes da existência do Parque Natural, um campo de ténis tinha sido construído, legalmente e devidamente registado.
A existência do campo de ténis, com 800m2 de impermeabilização de solo, permitiu a construção de uma habitação com menos de 200m2, máximo permitido e quando possível, pelos regulamentos em vigor.
Para lá chegar é necessário subir o monte, percorrer estrada sinuosa em alcatrão, sempre a subir e, chegando quase ao cimo, descer e descer por caminho de terra batida, sinuoso à beira de precipício e vista deslumbrante.
A vegetação é densa luxuriante apesar de se ainda sentirem algumas marcas de um fogo que andou por ali há já alguns anos. O campo, ou laje de betão pintada de verde com umas riscas brancas e que serviu para bater umas bolas, era a única plataforma plana de todo o terreno com 14.500m2.
Encravado no monte, a natureza foi-se adaptando a este elemento. O campo de ténis já se encontrava dentro do bosque aquando da primeira visita ao local.
À chegada, por cima, pelo caminho, a vista é deslumbrante, magnífica, abrangendo a parte da albufeira mais calma, e por pouco não se vêem as pontes.
No campo ou plataforma, a vista é interior, pois a vegetação, densa não permite olhares panorâmicos.
A ideia, óbvia, estava ali.
(...)



Arte: Michael Rakowitz
Materiais: sacos de plástico, tubagem de polietileno, ganchos e fita-adesiva
Localização: vários locais urbanos em Nova Iorque, Boston, Cambridge e Baltimore
Exposições: MoMA (2005), MassMOCA (2004)
Data: 1998-
Texto: Michael Rakowitz
Fotografia: estúdio Michael Rakowitz
Abrigos insufláveis desenhados para os sem-abrigo, que são anexados às saídas dos sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado de um prédio (Sistemas AVAC). O ar quente que sai do edifício simultaneamente insufla e aquece a estrutura de membrana dupla. Construídos e distribuídos a 30 pessoas sem-abrigo em Boston, Cambridge, Massachussets e na cidade de Nova Iorque.
1. O PARASITISMO É DESCRITO COMO UMA RELAÇÃO EM QUE O PARASITA, TEMPORÁRIA OU PERMANENTEMENTE, EXPLORA A ENERGIA DE UM HOSPEDEIRO.
ParaSITE propõe a apropriação dos sistemas de ventilação exteriores em arquitectura já existente, como forma de fornecer um abrigo temporário a pessoas que não o tenham.
2. OS PARASITAS VIVEM NA SUPERFÍCIE EXTERIOR DE UM HOSPEDEIRO OU DENTRO DO SEU CORPO EM ORGÃOS RESPIRATÓRIOS, DIGESTIVOS, SISTEMAS VENOSOS, BEM COMO NOUTROS ORGÃOS E TECIDOS.
As unidades paraSITE no seu estado puro existem em pacotes pequenos e fechados desmontáveis com pegas para serem transportados à mão ou às costas. Usando este dispositivo, o seu usuário deverá localizá-la nas saídas dos sistemas de ventilação AVAC (Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado) de um edifício.
3. FREQUENTEMENTE UM HOSPEDEIRO FORNECE A UM PARASITA NÃO APENAS COMIDA, MAS TAMBÉM ENZIMAS E OXIGÉNIO, BEM COMO CONDIÇÕES DE TEMPERATURA FAVORÁVEIS.
O tubo de entrada da estrutura desmontável é depois ligado à saída de ventilação. O ar quente que sai do edifício simultaneamente enche e aquece a estrutura de membrana dupla.
(...)



Arquitectura: AMO*OMA
Equipa: Rem Koolhaas, Ellen van Loon (sócios); Alexander Reichert (arquitecto de projecto); Kunle Adeyemi, Kees van Casteren, Chris van Duijn (associados); Hyoeun Kim, Ye Rin Kang, Vincent Mc Ilduff, David Moon, Mariano Sagasta, Claudia Romao, Eva Dietrich, Alex de Jong, Wayne Congar, Miguel Huelga de la Fuente, Gustavo Paternina-Soberon, Nam Joo Kim (colaboradores)
Data: 2008
Fotografia: AMO*OMA; cortesia PRADA; Iwan Baan
Prada Transformer é uma estrutura temporária pioneira erguida por gruas e rodada de modo a acomodar uma variedade de eventos culturais. O Prada Transformer, com 20 metros de altura, localiza-se adjacente ao Palácio Gyeonghui, do século XVI, no centro de Seul. O pavilhão compõe-se de quatro formas geométricas básicas - um círculo, uma cruz, um hexágono e um rectângulo - inclinadas em conjunto e à volta de uma membrana translúcida.
Cada forma é uma potencial plataforma projectada para um ideal de 3 meses de programação cultural: uma exposição de moda (da Cintura para Baixo, saias desenhadas por Miuccia Prada), um festival de cinema (co-curado por Alejandro González Iñarritu), uma exposição de arte (pela artista de vídeo e escultora sueca Nathalie Djuberg), e um desfile de moda Prada. As paredes transformam-se em pavimento e o pavimento transforma-se em parede, à medida que o pavilhão é alterado por três gruas, depois de cada evento para acomodar o próximo.



Arquitectura: REX/OMA, Joshua Prince-Ramus (sócio coordenador)e Rem Koolhaas, em colaboração com Kendall/Heaton Associates.
Cliente: AT&T Performing Arts Center
Equipa: Erez Ella, Vincent Bandy, Vanessa Kassabian, Tim Archambault
Arquitecto Executivo: Kendall Heaton Associates
Consultores: Cosentini, DHV, Donnell Consultants, Front, HKA, Magnusson Klemencic, McCarthy Construction, McGuire, Pielow Fair, Plus Group, Quinze & Milan, Theatre Projects Consultants, Tillotson Design, Transsolar, 2x4
Área: 7.700 m² (SF 80.300)
Data: 2006-2009
Fotografia: Iwan Baan
O Centro de Teatro de Dallas (DTC) é conhecido pelo seu trabalho inovador, resultado da constante experimentação da sua liderança e da natureza provisória da sua sede de longa data. O DTC situava-se no Theater Arts District, uma cabana metálica em ruínas que libertou as companhias aí residentes das limitações impostas por uma configuração em palco fixo e da necessidade de ter cuidado para não estragar acabamentos interiores dispendiosos. Os directores que lá trabalharam desafiaram sempre as convenções tradicionais do teatro e reconfiguraram muitas vezes a forma do palco para encaixar nas suas visões artísticas. Como resultado, o Theater Arts District ficou célebre como o teatro mais flexível dos Estados Unidos da América. Contudo, os custos da constante remodelação do palco transformaram-se num fardo financeiro e, eventualmente, o DTC teve de fixar permanentemente o seu palco numa "plateia-anfiteatro".
Imaginar substituir a antiga sede do DTC levantou vários desafios distintos. Primeiro, o novo teatro precisava de proporcionar as mesmas liberdades criadas pela natureza transitória da sua anterior sede. Em segundo lugar, o novo espaço precisava de ser flexível e com formas múltiplas, requerendo os mínimos custos operacionais. O Teatro "Dee and Charles Wyly" ultrapassa estes desafios subvertendo o desenho convencional de teatro. Em vez de colocar as funções abertas e fechadas ao público em volta do auditório e da caixa de palco, o Teatro Wyly aglomera estas instalações por cima e por debaixo do edifício. Esta estratégia transforma o espaço numa enorme "máquina de teatro". Ao premir de um botão, o teatro pode transformar-se numa gama alargada de configurações - incluindo um palco em anfiteatro arco, palco aberto, e palco livre - dando liberdade aos directores e encenadores para escolher a configuração da audiência que concretiza os seus desejos artísticos. (...)