arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Projectos

Baixa Atelier

Instalações para a Presidência Portuguesa Do Conselho Europeu, Lisboa

Equipa: Pedro Ravara, Nuno Vidigal, João Paulo Martins, (coordenação);
Eva Grillo, Ana Grácio, Fabiana Pavel, Maria Marques, Bruno Maltez, Filipe Barrocas
Acústica: Fernando Palma Ruivo, Engenheiro
Equipamento, Sinalização e Sinalética: João Paulo Martins, Nuno Caniça, Pedro Batista
Estabilidade: BETAR - Estudos e Projectos de Estabilidade, Lda
Instalações Técnicas Especiais: Tecnopert - Projecto e Planeamento, Lda
Imagem Gráfica: AlbuquerqueDesigners
Gestão e Fiscalização de Obra: Engexpor - Consultores de Engenharia
Estruturas: Martifer
Empreiteiro Geral: TeixeiraDuarte
Cliente: Missão da Presidência, Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal
Área: 7.550,00m2 (Sala Tejo); 1126,00m2 (Centro de Negócios)
Custo de obra: 7.000.000,00 euros
Data: 2006-2007
Texto: Pedro Belo Ravara, Baixa Atelier
Fotografia: FG + SG - Fotografia de Arquitectura / www.ultimasreportagens.com


O Pavilhão Atlântico oferece dois espaços primários para a realização de actividades diversas, com grande flexibilidade de adaptação e de recepção de novas estruturas. Esta possibilidade de se conformar como contentor de estruturas independentes do invólucro pré-existente sugere-nos a construção de "uma casa dentro de uma casa."
A "casa" da Presidência Portuguesa para a União Europeia teve lugar dentro da Sala Tejo. As estruturas que aí foram construídas assumem-se como volumes claramente definidos dentro de um espaço amplo que, através da sua relação e modo de agregação, estabelecem diferentes níveis de acesso, circulação e estadia. Circunscrevem espaços fechados destinados a actividades específicas, acústica e visualmente encerrados, isolados de quaisquer perturbações exteriores. É esse o caso das grandes salas de reuniões técnicas e ministeriais, mas também da sala de conferências de imprensa da presidência, das salas de reuniões bilaterais, das salas de briefing ou alguns dos gabinetes e salas de reunião a elas associados, que integram igualmente as Instalações Permanentes.
Desta forma, reconheceu-se a condição de estar dentro e fora, correspondendo o fora a um espaço genérico de estar, em contínuo com o exterior do pavilhão. De facto, o invólucro definido pela edifício do Pavilhão Atlântico torna-se etéreo e funcional. Deixou de representar o limite entre exterior e interior para se constituir apenas e só como limite do ponto de vista do controlo ambiental. Esta ambivalência entre espaços fluidos e contínuos e espaços encerrados, claramente delimitados, remete para a possibilidade da integração espacial de condicionalismos e de áreas de trabalho diferentes, sem descurar todas as suas características funcionais e representativas. Local, regional, continental ou internacional, limite e infinito, concreto e abstracto são noções ambivalentes, passíveis de serem integradas através de um dispositivo de hibridação, neste caso de uma arquitectura que propõe a miscigenação de modelos espaciais.
(...)

Arquivo de Projectos