


Arquitetura: Benedetta Tagliabue - Miralles Tagliabue EMBT
Cliente: SEEI (State Society for International Exhibitions)
Programa: Pavilhão com 3 áreas expositivas, restaurante, auditório (150 lugares)
Direção de projeto: Makoto Fukuda (concurso); Salvador Gilabert (concurso, exec.)
Equipa: Igor Peraza (arq. no local), Makoto Fukuda, Mattia Cappelletti, Vaiva Simoliunaite, Jack O'kelly, Qiwei Hu, Gabriele Rotelli, Guile Amadeu (arq.); Ailyn Alfaro, Alessandra Deidda, Alessandro Balbi, Alice Puleo, Armando Arteaga, Barbara Asnaghi, Carles Pastor, Carolina Carvalho, Cesar Trujillo, Christian Pamies, Clara Nubiola, Cristina Salvi, Daniela Bortz, Diego Parra, Ermanno Marota, Ewa Pic, Fernanda Riotto Fernandes, Francesca Ciprini, Françoise Lempereur, Gian Mario Tonossi, Giorgia Cetto, Giovanni Cetto, Gitte Kjaer, Giuseppe Maria Fanara, Gordon Tannhauser, Guillermo Marcondes Zambrano, Guto Santos, Jan Kokol, Johane Ronsholt, Jose Andrés Cantor, Jose Antonio Pavon, Judith Plas, Kazuya Morita, Kirsti Øygarden, Lee Shun Chieh, Lin Chia Ping, Logan Yuen, Luciana Cardoso, Luis Alejandro Vivas, Manuel Rearte, Marco Quagliatini, Maria Francesca Origa, Maria Loucaidou, Marta Martinez, Michael González , Michelangelo Pinto, Michele Buizza, Mireia Soriano, Natalia Leone, Noelia Pickard, Olivia Kostika, Paola Lodi, Paul Andrew Brogna, Phuoc Tan Huynh, Roberto Stefano Naboni, Sara Cuccu, Simona Covello, Stefan Geenen, Susana Oses, Travis McCarra, Verena Vogler, Virginia Chiappa Nunez, Xavier Ferrús, Rafael Loschiavo Miranda, Alain Reschigian, Guillermo Marcondes, David Gertners, Maria-Ioanna Barka, Evangelia Anamourloglou, Johanne Rønsholt, Jordi Viñals Terres, Ewa Pic.
Construção: Julio Martínez Calzón - MC2 Estudio de Ingeniería
Consultores: Julio Martinez Calzón MC2 (Estrutura); Tongji - The Architectural Design and Research Institute of Tongji University; PGI - Engineering (Mecânica)
Paisagismo e Interiores: Miralles Tagliabue EMBT
Empreitada geral: Inypsa
Áreas: 10.451 m² (construída); 7.081 m² (sítio)
Data: 2007-2010
Texto: EMBT
Fotografia: Zhen Zhonghai KDE
O Pavilhão Espanhol está localizado na zona do espaço expo designada para os pavilhões nacionais. Desde as fases iniciais do concurso que a nossa intenção tem sido evitar representações convencionais literais do país de modo a explorar ideias mais abstratas. O pavilhão é uma expressão do clima de Espanha e da forma como é experienciado pela arquitetura. Com isso em mente, desde o início que procurámos reavivar um aspeto da extraordinária mestria do trabalho em vime, não só por respeito pela tradição mas também como tentativa de reinventar o vime como uma nova técnica de construção, apropriada para este projeto. O Pavilhão Espanhol em Xangai projetado por EMBT explora a miríade de possibilidades que as técnicas de tecelagem em vime oferecem. Para além disso, o vime é um material que acrescenta um fator ecológico e de sustentabilidade a todo o edifício. A técnica de cestaria, o processo de tecer manualmente fibras de plantas, é uma tradição global partilhada por todas as culturas ao longo da história. Apesar das variações específicas de cada região geográfica e variedades da flora, utilizam-se técnicas praticamente idênticas tanto no leste como no oeste. Assim, o facto de se escolher este material para o pavilhão significou a construção de uma ponte entre duas culturas, a dos visitantes espanhóis e a dos anfitriões chineses.