arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Projectos

C. Rebelo, P. T. Pimentel + S. F. Barbosa

Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa, Vila Nova de Foz Côa

Arquitectura: Camilo Rebelo, Pedro Tiago Pimentel + Sandra Filipe Barbosa
Colaboradores: Bruno Guimarães, Cláudio Reis, Marcelo Correia, Cristina Chicau
Cliente: Ministério da Cultura | IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico
Consórcio de Projecto: Pedro Tiago Pimentel, Camilo Rebelo, G.O.P - Gabinete de Organização e Projectos, Lda.
Especialidades: Jorge Nunes da Silva (G.O.P - Gabinete de Organização e Projectos, Lda.);  Jorge Nunes da Silva, Ana Silva, Álvaro Raimundo (Fundações e Estruturas; Infra-estruturas de acesso); Alexandre Martins (Electricidade; Segurança e Telecomunicações); Raul Bessa (Infra-estruturas Mecânicas - AVAC); Raquel Fernandes (Infra-estruturas Hidráulicas); Maria Rosa Sá Ribeiro (Acústica); Manuel Melo, Maria João Trigo (Paisagismo)
Datas: 2004 (concurso); 2004-2006 (projecto); 2007-2010 (construção)
Áreas: 8.121,31 m² (bruta); 6.243,28 m² (útil)
Custos: 11.569.142,98€ (estimativa)
Fotografia: Camilo Rebelo e Tiago Pimentel

Para construir o museu de arte e arqueologia do Vale do Côa cruzámos diversos factores: topografia, acessibilidades e programa. A fusão destes aspectos foi fundamental para a definição do conceito - conceber um museu enquanto instalação na paisagem. A topografia revelou-se determinante nas opções, que devido à sua condição acentuada dificultava a relação entre a porta do museu e o respectivo interior. Assim, uma vez que a chegada acontece no ponto mais alto do mesmo, foi construída uma plataforma, terreiro, espaço de miradouro, de escala vasta criando deste modo um palco múltiplo cujo cenário é a esmagadora paisagem dos montes e vales. Este é o momento de chegada e simultaneamente de contemplação, de lazer, de estacionar, de circulação pedonal livre e orientada... ao mesmo tempo o espaço onde se inicia a entrada do museu. A estratégia do corpo, na sua relação com a topografia, é natural, ou seja a plataforma assume como nível a cota de chegada, enquanto a condição do terreno verte naturalmente ao longo do edifício, destapando-o na totalidade no extremo. No ponto mais alto do terreno, este corpo triangular está entalado entre dois vales (Vale de José Esteves e o Vale do Forno), estando a terceira frente virada ao encontro dos rios Douro e Côa. Procurando a continuidade cromática da paisagem, optámos por uma expressão produzida por betão com inertes e pigmento de xisto (matéria abundante no local), resultando numa massa híbrida com textura (obtida por moldes feitos sobre as rochas locais).

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