


Arquitectura: REX/OMA, Joshua Prince-Ramus (sócio coordenador)e Rem Koolhaas, em colaboração com Kendall/Heaton Associates.
Cliente: AT&T Performing Arts Center
Equipa: Erez Ella, Vincent Bandy, Vanessa Kassabian, Tim Archambault
Arquitecto Executivo: Kendall Heaton Associates
Consultores: Cosentini, DHV, Donnell Consultants, Front, HKA, Magnusson Klemencic, McCarthy Construction, McGuire, Pielow Fair, Plus Group, Quinze & Milan, Theatre Projects Consultants, Tillotson Design, Transsolar, 2x4
Área: 7.700 m² (SF 80.300)
Data: 2006-2009
Fotografia: Iwan Baan
O Centro de Teatro de Dallas (DTC) é conhecido pelo seu trabalho inovador, resultado da constante experimentação da sua liderança e da natureza provisória da sua sede de longa data. O DTC situava-se no Theater Arts District, uma cabana metálica em ruínas que libertou as companhias aí residentes das limitações impostas por uma configuração em palco fixo e da necessidade de ter cuidado para não estragar acabamentos interiores dispendiosos. Os directores que lá trabalharam desafiaram sempre as convenções tradicionais do teatro e reconfiguraram muitas vezes a forma do palco para encaixar nas suas visões artísticas. Como resultado, o Theater Arts District ficou célebre como o teatro mais flexível dos Estados Unidos da América. Contudo, os custos da constante remodelação do palco transformaram-se num fardo financeiro e, eventualmente, o DTC teve de fixar permanentemente o seu palco numa "plateia-anfiteatro".
Imaginar substituir a antiga sede do DTC levantou vários desafios distintos. Primeiro, o novo teatro precisava de proporcionar as mesmas liberdades criadas pela natureza transitória da sua anterior sede. Em segundo lugar, o novo espaço precisava de ser flexível e com formas múltiplas, requerendo os mínimos custos operacionais. O Teatro "Dee and Charles Wyly" ultrapassa estes desafios subvertendo o desenho convencional de teatro. Em vez de colocar as funções abertas e fechadas ao público em volta do auditório e da caixa de palco, o Teatro Wyly aglomera estas instalações por cima e por debaixo do edifício. Esta estratégia transforma o espaço numa enorme "máquina de teatro". Ao premir de um botão, o teatro pode transformar-se numa gama alargada de configurações - incluindo um palco em anfiteatro arco, palco aberto, e palco livre - dando liberdade aos directores e encenadores para escolher a configuração da audiência que concretiza os seus desejos artísticos. (...)