Pequenas
partículas aguardam um futuro incerto
Irmãos Bouroullec |
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por
Carla Carbone
Mas o mundo, dir-nos-ia Charles Jencks, em 1996, foi
unido irreversivelmente pelas tecnologias, e pela
informação, vinte e quatro sob vinte
e quatro horas.
Mas resta saber, a informação é
hoje encarada de forma menos apaixonada.
Por isso mais criticada a sua verdade e mais vezes
decomposta.
São muitos os que se tornaram cépticos
em relação a ela e aos fundamentos e
bases em que ela se vê sustentada, por tudo
aquilo que se vê manipulado, e pelos resultados
observados no (estado) do mundo em que vivemos. Cai
em descrédito, de dia para dia.
Na realidade, esta abundância de suportes (canais)
por onde a informação circula, e da
saturação dos meios de comunicação,
e o nosso acesso a ela, não garante a qualidade
e honestidade da própria informação,
e em muito não significa que as pessoas actualmente
sejam mais informadas do que o eram antes, quando
exitiam muito menos meios.
Mas esse tema daria pano para mangas e motivos para
um debate, que em muito mereceria tempo, para se dedicar
a ela e reflectir, com serenidade e seriedade. E,
em muitos aspectos, resultaria, por um lado, numa
reflexão sobre o estado da informação
e o seu desenvolvimento global e, por outro, envolveria,
em parte, uma possível especulação,
à mistura, que também se lhes afigura
propria. Dado o “poder” dos orgãos
de informação nos nossos dias, e seus
agentes, que Serge Halimi apelidou de “os novos
cães de guarda”. Os jornalistas, eles
próprios, já manietados, ao que Halimi
refere no texto, como dispondo de pouco mais poder
(sobre a informação) do que “uma
caixeira de supermercado sobre a estratégia
comercial do seu empregador”.
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