Habitar
o espaço público
Da prática crítica
da arte urbana
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por
Mário Caeiro
Propomo-nos pensar a arte pública crítica,
modalidade da praxis artística na cidade, a partir
de um princípio activo que convencionaremos chamar
extramuros. Elencamos um conjunto de intervenções
realizadas em Lisboa, convictos de que o seu carácter
interpreta um espírito
de liberdade, responsabilidade e consciência,
condições sine qua non para um habitar
verdadeiramente colectivo da cidade contemporânea.
Abordamos a Arte Pública como noema que reúne
uma genealogia de projectos mas sobretudo se constitui
como momentum filosófico, energia centrífuga,
desejo de superação do papel instrumental
da criatividade.
Trata-se de a arte conquistar novos territórios,
reequacionando os paradigmas do monumento à luz
de novos valores culturais; reavaliando a sua auto-confinação
decorativa no seio do Design Urbano; construindo uma
trama de conteúdos sócio-antropológicos
a partir de processos de colaboração e
participativos.
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